Portugal, Brasil e Timor-Leste entre 99 países na Bienal de Arte de Veneza

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Portugal, Brasil e Timor-Leste estão entre os 99 pavilhões nacionais de todo o mundo representados na 61.ª Exposição Internacional de Arte da Bienal de Veneza, em Itália, que tem início a 09 de maio, foi hoje anunciado.

Sob o tema “In Minor Keys” e conceito de Koyo Kouoh, a Bienal de Veneza terá ainda 31 eventos paralelos a decorrer até ao encerramento, a 22 de novembro de 2026, em vários locais de Veneza.

Além de Portugal, que estará representado pelo projeto artístico “RedSkyFalls”, de Alexandre Estrela, comissariado pela Direção-Geral das Artes com curadoria de Ana Baliza e Ricardo Nicolau, no Palácio Fondaco Marcello, do universo lusófono também participam o Brasil e Timor-Leste.

O pavilhão do Brasil, situado nos Jardins, apresentará o projeto “Comigo Ninguém Pode”, com comissariado de Andrea Pinheiro, presidente Fundação Bienal de São Paulo, e curadoria de Diane Lima, envolvendo as artistas Rosana Paulino e Adriana Varejão.

A representação da República Democrática de Timor-Leste, que ficará instalada no Arsenal, sob o título “Across Words” (“Através das Palavras”, em tradução livre), com comissariado de Jorge Soares Cristóvão, terá curadoria de Loredana Pazzini-Paracciani e criação dos artistas Veronica Pereira Maia, Etson Caminha e Juventino Madeira.

O Pavilhão da Santa Sé terá novamente como comissário o cardeal português José Tolentino Mendonça e o projeto terá como tema “The Ear is the Eye of the Soul” (“O Ouvido é o Olho da Alma”, em tradução livre), com os curadores Hans Ulrich Obrist e Ben Vickers, e a exposição da responsabilidade de Soundwalk Collective.

Sete países participam pela primeira vez nesta Bienal de Arte: Guiné, Guiné Equatorial, Nauru, Qatar, Serra Leoa, Somália e Vietname.

El Salvador participa pela primeira vez com o seu próprio pavilhão, segundo a lista dos representantes nacionais deste ano, que na exposição geral reunirão mais 111 participantes de todo o mundo selecionados pela curadoria: 105 artistas e coletivos e seis organizações lideradas por artistas – entre eles os brasileiros Ayrson Heráclito e Eustaquio Neves.

Ainda nos pavilhões nacionais, estarão presentes, entre outros, o da Ucrânia – país há quatro anos invadido pela Rússia – com um projeto intitulado “Security Guareantees” (“Garantias de Segurança”, em tradução livre), comissariado por Tetyana Berezhna, ministra da Cultura, com curadoria de Ksenia Malykh e Leonid Marushchak, num projeto da artista visual ucraniana Zhanna Kadyrova, cujo trabalho assenta sobretudo em escultura, mosaico, instalação e vídeo, apresentados no Arsenale.

Nos Jardins ficará instalado o pavilhão da Rússia, que apresentará um projeto sobre o tema “The tree is rooted in the sky” (“A árvore tem raízes no céu”, em tradução livre), comissariado por Anastasiia Karneeva, para uma exposição que reúne cerca de 40 artistas, entre eles Lizaveta Anshina, Ekaterina Antonenko, Antonio Buonuario e DJ Diaki.

O pavilhão do Irão, com comissariado de Aydin Mahdizadeh Tehrani, surge na lista da Bienal de Arte sem tema, artistas ou local especificado no certame mundial dedicado à arte contemporânea, cujo palmarés será anunciado a 09 de maio.

Por seu turno, Israel terá o seu lugar no Arsenal, sob o título “Rose of Nothingness” (“Rosa do Nada”, em tradução livre), um pavilhão comissariado por Michael Gov, com curadoria de Avital Bar-Shay e Sorin Heller, tendo como artista do projeto Belu-Simion Fainaru.

O pavilhão do Líbano, também na zona do Arsenal, com comissariado e curadoria de Nada Ghandour, projeto da autoria de Nabil Nahas, apresenta como tema “Don’t Get Me Wrong” (“Não me interpretes mal”, em tradução livre), enquanto os Estados Unidos da América ficarão situados nos Jardins, com exposição de Alma Allen, curadoria de Jeffrey Uslip e comissariado de Jenni Parido no tema “Call Me the Breeze”.

Quanto aos eventos paralelos, na lista de 31 entidades que apresentarão os seus programas está a exposição de Macau “Jacone’s Polyphony”, no Arsenal, focada na trajetória criativa e na integração cultural de Wu Li (conhecido em português como Jacone), um pintor e poeta da Dinastia Qing que estudou teologia em Macau no século XVII.

Organizada pelo Instituto Cultural de Macau através do Museu de Arte de Macau, o conceito da exposição utiliza a “polifonia” como lógica narrativa para criar um diálogo multicultural entre a história e a contemporaneidade, explorando a identidade de Macau como um ponto de encontro entre o Oriente e o Ocidente.

Com curadoria de Feng Yan e Ng Sio Ieng, a exposição conta com o trabalho dos artistas Fok Hoi Seng, O Chi Wai e Lei Fung Ieng.

Na lista de eventos paralelos está também o projeto “Still Joy – from Ukraine into the World”, da Victor Pinchuk Foundation, que ficará patente no Palazzo Contarini-Polignac, e, no Palácio Mora, a exposição “ _____________” (* Gaza – No Words – See the Exhibit”) organizada pelo Palestine Museum US, primeiro museu dedicado à história, cultura e arte da Palestina no continente americano, inaugurado em 2018, em Connecticut, pelo empresário palestiniano-americano Faisal Saleh.

A organização da Bienal de Veneza decidiu continuar com o projeto de Koyo Kouoh, que morreu aos 57 anos, com a autorização da família, deixando-o nas mãos dos seus consultores Gabe Beckhurst Feijoo, Marie Hélène Pereira e Rasha Salti, o editor-chefe Siddhartha Mitter e a assistente de pesquisa Rory Tsapayi.

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