O antigo líder do CDS-PP e ex-vice-primeiro-ministro Paulo Portas será o orador convidado do primeiro dia das jornadas parlamentares do PSD, que se realizam a 10 e 11 de março em Caminha.
A informação foi avançada à Lusa pelo líder parlamentar do PSD, Hugo Soares.
Paulo Portas foi líder do CDS-PP entre 1998 e 2005 e, novamente, entre 2007 e 2016. Foi ministro da Defesa durante os governos PSD/CDS-PP liderados por Durão Barroso e Santana Lopes e começou por assumir a pasta dos Negócios Estrangeiros no executivo PSD/CDS-PP de Pedro Passos Coelho. Na segunda metade deste Governo, subiu a vice-primeiro-ministro.
Atualmente, tem um espaço de comentário semanal na TVI, centrado na política internacional.
As jornadas parlamentares do PSD estiveram inicialmente previstas para 09 e 10 de fevereiro, mas foram adiadas devido ao mau tempo que atingiu Portugal entre 28 de janeiro e meados de fevereiro e causou 18 mortes e centenas de desalojados.
O programa completo ainda não foi divulgado, mas as jornadas contarão, como habitualmente, com a presença do presidente do PSD e primeiro-ministro, Luís Montenegro.
As últimas jornadas parlamentares do PSD, que foram organizadas em conjunto com a bancada do CDS-PP, realizaram-se em Évora em julho e tiveram como convidado principal Luís Marques Mendes, o candidato apoiado pelos dois partidos na primeira volta das presidenciais, que ficou em quinto lugar, com 11,3% dos votos.
As jornadas parlamentares do PSD acontecerão um dia depois da cerimónia de posse novo Presidente da República, o ex-secretário-geral António José Seguro, que derrotou na segunda volta o presidente do Chega, André Ventura, com 66,84% dos votos.
Estas serão as segundas jornadas parlamentares do PSD desde o arranque da XVII legislatura. Nas legislativas antecipadas de 18 de maio do ano passado, a coligação AD (PSD/CDS-PP) venceu sem maioria absoluta, elegendo 91 deputados em 230 (mais 11 do que tinha no decurso das legislativas de 2024), dos quais 89 são do PSD e dois do CDS-PP.
O Chega é a segunda maior força parlamentar, com 60 deputados, seguindo-se o PS, com 58, a IL, com nove, o Livre, com seis, o PCP, com três, e BE, PAN e JPP, com um cada.



