Cerca de 150 mil euros é quanto a Câmara vai ter de gastar com a pintura do troço da EN 13 entre a rotunda do Remo em Caminha e a rotunda do barco em Vila Praia de Âncora, um troço que é responsabilidade da Câmara no âmbito de uma transferência de competências aceite pelo executivo socialista liderado por Miguel Alves, aquando das últimas obras no passeio da marginal de Caminha.

O valor foi avançado pela presidente da Câmara de Caminha, Liliana Silva, que se mostrou muito preocupada com o dinheiro que o município vai ter de investir neste troço onde está incluído o talude da marginal de Caminha que sofreu danos significativos com as intempéries, como revelou a autarca na última reunião do executivo realizada na passada quarta-feira.
Para a edil, esta delegação de competências do Governo foi aceite cedo demais por parte da Câmara de Caminha e sem as devidas contrapartidas.
Mas não são só as pinturas que preocupam a autarca, o mau estado do piso em alguns troços vai obrigar à colocação de um novo tapete que também terá de ser pago a expensas da câmara.

Relativamente ao paredão da marginal de Caminha, o vereador Rui Lages lembrou que não é responsabilidade da Câmara assumir as despesas da sua reparação, mas sim a ARH Norte – Agência Portuguesa do Ambiente.

Liliana Silva respondeu à intervenção do vereador Rui Lages reiterando a sua preocupação com o troço da EN 13 que agora é responsabilidade da autarquia, e reforçou que a Câmara não tem capacidade para assumir tudo o que tem de ser feito e por isso considerou a assunção daquele compromisso “uma má decisão”, disse.
Para fazer face às muitas despesas que se preveem com este troço da EN 13, nomeadamente a sua repavimentação, a Câmara diz que vai tentar negociar com a IP um apoio.
Liliana Silva a antever problemas sérios com o troço da EN 13 entre a rotunda do Remo em Caminha e a rotunda do barco em Vila Praia de Âncora, que por via de uma transferência de competências do Governo a sua gestão passou a ser responsabilidade da autarquia caminhense.



