Caminha, A Guarda e O Rosal com mais de meio milhão de euros para alavancar a Eurorregião

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Os municípios de Caminha, o Rosal e A Guarda (Espanha), acabam de ver aprovada uma candidatura de mais de meio milhão de euros para avançar com a formalização da Eurocidade Foz do Minho e desenvolver vários projetos conjuntos no âmbito do desporto, comércio, turismo, cultura, entre outros.

Liliana silva 16 dez

Numa conferência de imprensa realizada esta manhã no Salão Nobre dos Paços do Concelho em Caminha, Liliana Silva, acompanhada dos seus homólogos Roberto Carrero, alcaide de A Guarda, e Anxela Fernández, alcaldessa de O Rosal, deu a conhecer alguns pormenores desta candidatura.

Fomentar uma ligação cada vez mais profunda entre os três municípios das duas margens, capaz de criar projetos duradouros e não apenas eventos esporádicos é um dos vários objetivos desta Eurocidade, como explica a presidente da Câmara de Caminha.

Da parte do município de Caminha já estão elencados vários projetos que a autarca pretende alavancar com esta candidatura, nomeadamente ao nível desportivo, com a criação de uma escola internacional de vela e ao nível das empresas e comércios locais, entre outros.

Anxela fernandez 16 dez

Para a autarca de O Rosal, Anxela Fernández, esta candidatura é mais um “passinho” importante para poder finalmente formalizar a constituição da Eurocidade Foz do Minho, para começar a trabalhar numa agenda cultural conjunta e para aprofundar intercâmbios entre os municípios em diversas áreas.

Roberto carrero 16 dez

Roberto Carrero, alcaide de A Guarda, reforçou a importância desta verba para a criação de uma agenda cultural conjunta, com iniciativas em várias áreas, nomeadamente turísticas, gastronómicas, culturais e desportivas, que no final darão corpo à própria Eurocidade.

Anxela, liliana e carrero

Como é que é possível haver uma Eurocidade sem uma ligação entre as duas margens? Liliana Silva explica que neste momento os três municípios já estão a trabalhar numa solução que passa por uma embarcação de menor calado que permita, até ao próximo verão, transportar o maior número pessoas possível. Esta será uma solução provisória pois a edil caminhense acredita que será possível avançar com uma ligação permanente. “Os primeiros passos estão dados“, garantiu.

Mas para que esta embarcação provisória possa navegar e enquanto o desassoreamento do rio Minho, que se prevê para daqui a dois anos não aconteça, é necessário proceder ao arranjo do cais de atraque em Caminha bem como remover o banco de areia ali existente. Liliana Silva informou que inscreveu no orçamento camarário do próximo ano uma verba de cerca de 30 mil euros para melhorar as condições de atraque do lado português.

Autarcas de Caminha, A Guarda e o Rosal a darem conta de uma candidatura superior a meio milhão de euros para formalizar a eurorregião e desenvolver projetos conjuntos em diversas áreas.

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