Livro apresentado em Paredes de Coura relata dificuldades de viver da música

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Histórias que relatam as dificuldades de viver da música são a base do livro “Fora de Horas: o retrato de uma geração de músicos à rasca”, de Hugo Geada, que é apresentado na quarta-feira no Festival Paredes de Coura.

Editado pela CISMA, associação cultural da Covilhã, no distrito de Castelo Branco, o livro faz uma panorâmica de empregos improváveis, estúdios improvisados, dificuldades financeiras e desigualdade de género com que se deparam pessoas que criam música.

Em comunicado, a CISMA adiantou que a obra do jornalista Hugo Geada parte de histórias reais, “contadas na primeira pessoa, sem auto comiseração: da música para os cafés, das salas de ensaio para as obras ou até para chats eróticos”.

Blaya, David Bruno, Selma Uamusse, Bia Maria, Marco Duarte, João Borsch, Femme Falafel, Maria Reis ou Cláudia Guerreiro são alguns dos 24 músicos que partilharam os seus relatos.

“É um reflexo da precariedade vivida por músicos em Portugal. Com base em dezenas de entrevistas e experiências reais, revela os desafios e sacrifícios enfrentados por quem tenta criar música num país que investe pouco na cultura”, acrescentou a editora, em nota enviada à agência Lusa.

Segundo a CISMA, “mais do que revelar os empregos improváveis e precários, ou as dificuldades logísticas e financeiras de quem tenta fazer música em Portugal, é um livro de histórias, histórias de artistas de diferentes gerações que lutam por sobreviver num sistema que insiste em tratar a arte como um ‘hobby’, um retrato cru e necessário da arte feita à margem — e contra todas as probabilidades”.

 “Fora de Horas: o retrato de uma geração de músicos à rasca” tem a sessão de lançamento marcada para quarta-feira, às 12:30, no Palco Jazz na Relva do Festival Paredes de Coura e conta, além do autor, com a presença de Marco Duarte, um dos músicos entrevistados, e da jornalista Marta Rocha.

O livro vai estar à venda por 15 euros.

Hugo Geada, jornalista, 28 anos, natural de Estarreja, contou que também ele tentou a sorte na música, “com uma banda que não foi a lado nenhum”.

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