Caminha: A propósito da retirada do ferry, OCP diz que Rui Lages continua a enganar os caminhenses

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“Ferry vai para Camposancos por vergonha eleitoral”
Desencalhamento não estava previsto no último orçamento do município

O anúncio feito hoje pela Câmara de Caminha da retirada do Ferry-boat Santa Rita de Cássia que se encontra encalhado no cais de atraque desde 2022, já foi alvo de duras críticas por parte da Coligação o Concelho em Primeiro (OCP) que considerou que o “eleitoralismo” de Rui Lages o leva a contradizer-se.

Numa nota de imprensa enviada hoje às redações, a oposição lembra que “há anos que a Coligação O Concelho em Primeiro alerta para a paragem do ferry-boat, acelerando a sua deterioração, e causando impactos económicos muito negativos na economia do concelho de Caminha, sem qualquer ligação direta à outra margem galega. Para a OCP, rebocar para os estaleiros de Camposancos na outra margem do rio Minho para fazer nova reparação na embarcação, só vem dar razão à oposição, quando afirmou em reunião de Câmara de 12 de Abril de 2024, que era possível desencalhar o ferry nas condições em que agora a Câmara liderada por Rui Lages o faz.

Quanto ao timing escolhido para esta operação, a OCP diz que é por “vergonha eleitoral”.

Na nota enviada às redações, a OCP continua a defender a construção de uma ponte entre as duas margens, para impulsionar o concelho e dar nova vida às empresas e à indústria do turismo no concelho de Caminha.

Diz na nota de imprensa, enviada hoje à Lusa, que a Câmara está há meses a trabalhar na solução de retirada do ferry, no entanto a OCP lembra que em Abril, em reunião de câmara, o presidente da Câmara afirmou que por causa do banco de areia e assoreamento o ferry não podia chegar ao estaleiro. Para a oposição o atual presidente navega em desculpas atrás de desculpas sem nenhuma solução.

Na altura, Liliana Silva, líder da coligação O Concelho em Primeiro, disse não ser verdade, e que na maré alta conseguiriam rebocá-lo.

Aliás, nessa reunião o presidente Rui Lages disse que o Ferry Boat não navegava por causa do desassoreamento, o que segundo a OCP “também foi negado e demonstrado pela vereadora Liliana Silva, que afirmou que o Ferry-Boat não navegava porque não tinha condições técnicas e mecânicas na embarcação”.

Ao anunciar agora a retirada da embarcação, a OCP considera que a Câmara lhe está “a dar razão mais uma vez, pelo simples facto de estar a ser rebocado para um estaleiro em Camposancos, exatamente como a vereadora Liliana Silva afirmou ser possível fazer”.

Para a OCP, “esta má gestão atual está a atrasar o concelho de Caminha, com procedimentos que já há muito deveriam estar feitos.

Aliás, mais uma prova de que nada estava a ser pensado é o facto desta intervenção nem constar no orçamento apresentado, nem tão pouco anunciada nas opções para 2025. O que se passa, agora, é o nervosismo eleitoral.

Mas, ninguém paga os prejuízos da paragem do ferry Boat aos empresários do concelho de  Caminha. Paragem essa com a assinatura do atual presidente.

Rui Lages não tem uma visão para o Rio Minho nem para a sua navegabilidade e pior, não tem soluções para esta travessia fundamental para o concelho de Caminha”, atira.

Uma ponte que ligue o concelho de Caminha a La Guardia é, segundo a OCP “fundamental, para impulsionar o concelho e dar nova vida às empresas e à industria do turismo no concelho de Caminha.

O ferry boat, noutro formato, será sempre uma solução meramente turística.

Uma ponte é essencial para o desenvolvimento económico e social das regiões transfronteiriças, promovendo o turismo, o comércio, as empresas, a industria e a mobilidade.

Há pontes em todos os concelhos, em todo o país, desde sempre.

Só o concelho de Caminha , que é foz do rio Minho,  e que tem do lado espanhol uma ligação a Vigo e um dos pontos mais visitados da Galiza – Santa Tecla, é que não tem qualquer solução alternativa para a travessia de pessoas e viaturas.

Agora o ferry boat vai para Camposancos, por vergonha eleitoral,  para retirarem dali aquele equipamento que nos está a envergonhar a todos, e lá ficará eternamente, com o concelho a pagar por dia a sua estadia, até ser desmantelado”, conclui aquela Coligação.

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