‘Plastikus’ estreia amanhã no Valadares Teatro Municipal de Caminha

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O Valadares, Teatro Municipal de Caminha vai acolher amanhã, dia 21, mais uma estreia da Krisálida- Associação Cultural do Alto Minho – ‘PLASTIKUS’, um espetáculo de teatro com marionetas, cujo objetivo é fazer uma ‘guerrilha antiplástico’, de modo a alertar para a poluição marítima provocada pelo lixo plástico e, para isso, até as marionetas são feitas de plástico apanhado nas praias do Alto Minho. Este espetáculo conta com o apoio do Município de Caminha. A estreia está agendada para as 21H30. Depois, o Município vai levar as crianças do pré-escolar e 1º ciclo do Agrupamento de Escolas Sidónio Pais ao teatro.

‘PLASTIKUS’ leva ao palco um dos maiores problemas da humanidade – o plástico. Carla Magalhães explica: ‘hoje, está por todo o lado! Por todo o lado, mesmo! O plástico é um dos maiores problemas da humanidade”, portanto, o objetivo da Krisálida, com este teatro de marionetas, é alertar para as consequências deste material, que há cerca de 100 anos começou a mudar a vida de todos. Para a diretora artística da Krisálida, este é um papel social que a companhia não pretende descartar: “é um problema que já está a afetar as nossas vidas. Utilizar o teatro como ferramenta de trabalho para despoletar o pensamento crítico e o debate de problemáticas sociais sempre foi objetivo da Krisálida nas suas criações”.

Depois da estreia, ‘PLASTIKUS’ volta ao Valadares já no dia 23 de março, pelas 17H00. A entrada tem o valor de cinco euros.
A Câmara Municipal vai também levar os alunos do pré-escolar e 1º ciclo do Agrupamento de Escolas Sidónio Pais ao teatro de marionetas. Assim, nos dias 22, as duas sessões decorrem no Valadares, Teatro Municipal de Caminha; no dia 26, na AMIR, em Moledo e no dia 28, no Cineteatro dos Bombeiros de Vila Praia de Âncora.

Na sinopse da peça, pode ler-se: ‘Ondina vive junto às ondas do mar, onde elas rebentam e enchem de espuma a praia. Durante muitos e muito anos, apenas a espuma banhava a areia da praia. E era aí que Ondina brincava com os seixos e com a espuma do mar. Mas novos objetos com sons, cores e formas extraordinárias surgiram na sua vida e Ondina gostava de brincar com eles. Pareciam uma nova espécie muito amigável e tão prestável que, devagarinho, se foram entranhando na sua vida. Quanto mais se entranhavam, mais ela precisava deles e sem dar por isso, o PLASTIKUS tornou-se absolutamente indispensável. E, assim cresceu, cresceu, cresceu na sua vida e Ondina rapidamente descobriu que ele estava por todo o lado! Por todo o lado mesmo!’

Quanto à ficha técnica, a encenação de ‘PLASTIKUS’ está a cargo de Clara Ribeiro; a assistência de encenação de Alexandre Martins; a interpretação de Carla Magalhães, Joana Vilar e Nuno J. Loureiro; a direção plástica e marionetas do Teatro e Marionetas Mandrágora Espaço Cénico; os adereços e figurinos de Grácia Cordeiro; o desenho de luz de Rui Gonçalves; o desenho de som de Manuel Brásio; e o design de Ricardo Ferreira.

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