Estudo revela que Caminha lucrou entre 3,1 e 3,4 milhões de euros com a passagem do Rally de Portugal

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O WRC Vodafone Rally de Portugal 2017, realizado de 18 e 21 de maio último, assegurou um retorno económico direto ao concelho de Caminha entre os 3,1 e os 3,4 milhões de euros, anunciou a Câmara de Caminha. Os valores foram apurados pelo Centro Internacional de Investigação em Território e Turismo da Universidade do Algarve, em colaboração com a Universidade do Minho, e constam do documento Estudo de Impacto Económico Direto do WRC Vodafone Rally de Portugal 2017 à escala local.

De acordo com este documento, o Município de Caminha, arrecadou entre 3.118.280 euros e 3.459.076 euros de valor de retorno económico direto (despesas de adeptos e equipas no concelho), fruto da sua participação na organização e acolhimento da edição deste ano.

O estudo conclui ainda que “o concelho de Caminha tem no WRC Vodafone Rally de Portugal 2017 um instrumento estratégico de marketing turístico”, que concretiza o seu contributo ativo para a prossecução de quatro objetivos regionais: aumentar a atratividade do destino e elevar os seus níveis de notoriedade; harmonizar e consolidar transversalmente a qualidade da oferta; melhorar os indicadores do turismo e reduzir as assimetrias entre os destinos e estimular o espírito colaborativo entre os stakeholders para adoção  de uma abordagem alinhada ao nível do desenvolvimento e promoção do destino.

O Rally de Portugal é o maior evento organizado em Portugal desde o Euro 2004, e tem projeção mundial, produzindo impactos diretos na economia e no turismo de cada um dos concelhos onde as provas têm lugar que não se circunscreve ao período da prova, mas que tem efeito multiplicador ao longo do ano.

A equipa liderada pelo professor Fernando Perna realiza a monitorização dos impactos durante onze meses, assegurando uma ampla cobertura e detalhe territorial através de entrevistas a 457 adeptos residentes nacionais, 266 adeptos não residentes nacionais e 290 adeptos não residentes estrangeiros.

A passagem do Rally no concelho de Caminha tem permitido também realizar obras que melhoram significativamente a vida das populações, sobretudo na área da Serra d’Arga e freguesias do interior em geral, de que é exemplo a beneficiação dos caminhos florestais, mas também o incentivo às associações e à economia local, proporcionando também visibilidade a essas freguesias a nível internacional.

Recorde-se que a adesão ao WRC Vodafone Rally de Portugal foi uma aposta do Executivo liderado por Miguel Alves, que viu a participação na prova garantida, em reunião de Câmara, apenas pelos votos da maioria.

Depois da retirada do apoio por parte do Ministério da Economia à realização da edição 2015 do Rally de Portugal, projetada para a zona Norte, a prova ficou em causa, mas alguns municípios, entre eles Caminha, não se conformaram e encontraram uma solução. Ficou assim garantida a realização do Rally de Portugal, que regressou a Caminha em 2015, após mais de 20 anos de ausência.

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