Caminha assinalou Dia Internacional da Biodiversidade com a apresentação do projeto “Da Serra d’Arga à Foz do Âncora”

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Tendo como principal finalidade divulgar a Serra d’Arga foram criados diversos produtos que resultam das ações e atividades realizadas, nomeadamente estudos técnicos e materiais de divulgação para o público em geral. Deste modo, no âmbito do Atlas da Flora foram identificadas: 546 espécies de flora vascular; 476 táxones nativos; 70 espécies exóticas e 32 espécies RELAPE (Raras, endémicas, localizadas e ameaçadas ou em perigo de extinção). Neste âmbito, registou-se uma descoberta notável: a Scrophularia bourgaeana, encontrada em Arga de Cima, e que é um endemismo ibérico. No âmbito do Atlas da Fauna foram identificadas:126 espécies de aves; 10 espécies de anfíbios; 12 espécies de répteis; 23 espécies de mamíferos não voadores; 10 espécies de mamíferos voadores e 5 espécies de peixes. No âmbito do Atlas da Geologia, foram encontrados 60 elementos geológicos, a maior parte no âmbito da geologia e geomorfologia, 2 no âmbito da hidrologia/hidrogeologia e 4 âmbito cultural (relação com a geologia).

O Projeto “Da Serra d’Arga à Foz do Âncora” foi cofinanciado pelo Programa Operacional Regional do Norte 2014-2020 (NORTE 2020), no âmbito do Eixo Prioritário “Qualidade Ambiental” e Objetivo Temático “Preservar e proteger o ambiente e promover a utilização eficiente dos recursos”. O projeto enquadra-se ainda na Prioridade de Investimento “6.3 Conservação, Proteção, Promoção e Desenvolvimento do Património Natural e Cultural”.

A sessão de apresentação decorreu no Mosteiro de São João d’Arga. “Da Serra d’Arga à Foz do Âncora” foi apresentado Guilherme Lagido Domingos, vice-presidente do Município de Caminha. Para além da apresentação do projeto, esta sessão incluiu mais dois painéis: paisagem e Cultura na Serra d’Arga com as comunicações “Estratégia para a proteção da paisagem” e “Inventário do património arquitetónico e imaterial” e Biodiversidade, geodiversidade e serviços de ecossistemas, que incluiu as seguintes intervenções: “Flora da serra d’Arga, uma joia esquecida”; “património faunístico da Serra d’Arga; “Geologia da Serra d’Arga, um património a descobrir” e “Avaliação dos serviços de ecossitemas na Serra d’Arga”.

Caminha assinalou o Dia Internacional da Biodiversidade com a apresentação do projeto “Da Serra d’Arga à Foz do Âncora” e uma sessão subordinada ao tema “Conservação, Proteção e Promoção do Património Natural e Cultural”. Sobre a importância deste projeto para os três Município, Miguel Alves disse: “a nossa prioridade absoluta é proteger, conservar e promover o património que temos na Serra d’Arga. Fazemos com este trabalho de valorização da Serra d’Arga uma muralha perante aqueles que quiserem, eventualmente, atacar a biodiversidade da Serra d’Arga, os seus valores naturais e culturais”.

O presidente da Câmara de Caminha realçou ainda: “este trabalho é um trabalho que nasce de um projeto e diz tudo sobre a ambição dos três concelhos (Caminha, Viana do Castelo e Ponte de Lima): fazer da Serra d’Arga uma área protegida de incidência regional. Trata-se de um investimento de 350 mil euros na promoção e valorização da Serra d’Arga. Acreditamos na Serra d’Arga e temos um propósito que é dar a conhecer a mais gente a Serra d’Arga, trazer as pessoas à serra d’Arga, levar a Serra d’Arga às pessoas”.

Para Vitor Mendes, presidente da Câmara de Ponte de Lima, disse tratar-se de “um dia histórico”: “é um grande projeto que queremos que seja uma referência nacional. É um projeto que só terá sucesso se tiver o envolvimento da sociedade civil”.

O vereador do Ambiente do Município de Viana do Castelo, Ricardo Carvalhido, realçou que o objetivo é “classificar este território como paisagem protegida de âmbito regional”.

Miguel Alves sublinhou ainda que este projeto “Da Serra d’Arga à Foz do Âncora” para além de estar inserido numa estratégia para a Serra d’Arga, está também inserido num projeto que o Município tem para o concelho de Caminha. “Não é só a Serra d’Arga que nós queremos valorizar e proteger. Nos queremos proteger as florestas, os leitos do rio e o Estuário do Rio Minho. Somos daqueles que trabalhamos por todo o concelho de Caminha”.
O presidente da Câmara lembrou o investimento de cerca de um milhão de euros que tem sido feito na valorização do património na Serra d’Arga e que comprova que o Município está empenhado em investir e preservar esse património. “Em Caminha, temos sabido fazer aquilo que até há 5 anos nunca ninguém tinha feito: investir na Serra d’Arga e no seu património. Investimos este dinheiro porque acreditamos na Serra d’Arga. Para além deste projeto, está em curso um projeto de promoção dos Caminhos dos romeiros de São João d’Arga; execução da eletrificação e a recuperação e valorização do Mosteiro de são João d’Arga”.
É de referir que o projeto “Da Serra d’Arga à Foz do Âncora” é um trabalho conjunto dos municípios de Caminha, Viana do Castelo e Ponte de Lima, cujo objetivo é fazer com que a Serra d’Arga se torne uma referência da paisagem portuguesa, nos domínios dos valores naturais e culturais, através da qualificação, proteção e promoção da sua singularidade paisagística, respeitando a identidade do lugar e a ancestral simbiose entre o homem e a natureza.

O âmbito territorial deste projeto intermunicipal incide sobre o território classificado como Sítio de Importância Comunitária da Rede Natura 2000 “Serra de Arga”, que inclui parte do vale do Rio Âncora e o maciço serrano propriamente dito e corresponde a uma área com 4.493 hectares.

Tendo como principal finalidade divulgar a Serra d’Arga foram criados diversos produtos que resultam das ações e atividades realizadas, nomeadamente estudos técnicos e materiais de divulgação para o público em geral. Deste modo, no âmbito do Atlas da Flora foram identificadas: 546 espécies de flora vascular; 476 táxones nativos; 70 espécies exóticas e 32 espécies RELAPE (Raras, endémicas, localizadas e ameaçadas ou em perigo de extinção). Neste âmbito, registou-se uma descoberta notável: a Scrophularia bourgaeana, encontrada em Arga de Cima, e que é um endemismo ibérico. No âmbito do Atlas da Fauna foram identificadas:126 espécies de aves; 10 espécies de anfíbios; 12 espécies de répteis; 23 espécies de mamíferos não voadores; 10 espécies de mamíferos voadores e 5 espécies de peixes. No âmbito do Atlas da Geologia, foram encontrados 60 elementos geológicos, a maior parte no âmbito da geologia e geomorfologia, 2 no âmbito da hidrologia/hidrogeologia e 4 âmbito cultural (relação com a geologia).

O Projeto “Da Serra d’Arga à Foz do Âncora” foi cofinanciado pelo Programa Operacional Regional do Norte 2014-2020 (NORTE 2020), no âmbito do Eixo Prioritário “Qualidade Ambiental” e Objetivo Temático “Preservar e proteger o ambiente e promover a utilização eficiente dos recursos”. O projeto enquadra-se ainda na Prioridade de Investimento “6.3 Conservação, Proteção, Promoção e Desenvolvimento do Património Natural e Cultural”.

A sessão de apresentação decorreu no Mosteiro de São João d’Arga. “Da Serra d’Arga à Foz do Âncora” foi apresentado Guilherme Lagido Domingos, vice-presidente do Município de Caminha. Para além da apresentação do projeto, esta sessão incluiu mais dois painéis: paisagem e Cultura na Serra d’Arga com as comunicações “Estratégia para a proteção da paisagem” e “Inventário do património arquitetónico e imaterial” e Biodiversidade, geodiversidade e serviços de ecossistemas, que incluiu as seguintes intervenções: “Flora da serra d’Arga, uma joia esquecida”; “património faunístico da Serra d’Arga; “Geologia da Serra d’Arga, um património a descobrir” e “Avaliação dos serviços de ecossitemas na Serra d’Arga”.

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