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Segunda-feira, 23 Novembro, 2020
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V.N.Cerveira: Classificação do Povoado Fortificado de Cossourado como Sítio de Interesse Nacional em consulta pública

A Direção-Geral do Património Cultural acaba de emitir parecer favorável à classificação como Sítio de Interesse Nacional do Povoado Fortificado de Cossourado, localizado no limite entre os concelhos de Vila Nova de Cerveira e de Paredes de Coura. Projeto de decisão foi publicado em Diário da República, encontrando-se para consulta pública na Direção Regional da Cultura do Norte (DRCN).
Alvo de trabalhos e escavação arqueológica entre 1997 e 1998, e de uma primeira abordagem para classificação junto da Direção Regional da Cultura de Norte, entretanto arquivada por questões administrativas, o procedimento de classificação do Povoado Fortificado de Cossourado ou Forte da Cidade foi reaberto em 2013, após insistência de ambas as autarquias.
Partilhado pela Freguesia de Sapardos (Vila Nova de Cerveira) e pela União de Freguesias de Cossourado e Linhares (Paredes de Coura), este povoado testemunha, a nível nacional e internacional, um período histórico com extrema importância arqueológica e científica para a compreensão do povoamento da Idade do Ferro em Portugal. Nesse sentido, a área proposta para classificação é considerada de sensibilidade arqueológica de extremo valor cultural, capaz de criar uma restrição máxima de proteção e salvaguarda de um sítio excecional sendo, por isso, considerada uma zona non aedificandi.
O Fortificado de Cossourado encontra-se implantado num local com boa visibilidade e condições de defesa singulares, de três perímetros de muralhas de grandes dimensões. Ao longo de 10 hectares, compreende uma vasta área habitacional, composta por diversas habitações circulares e alongadas, de dimensões bastante elevadas e incomuns para construções dessa época, edificadas por sociedades de características agropastoris, mas também economicamente dependentes da exploração de recursos naturais. Este antigo Castro terá sido habitado por um curto período de tempo, entre os séculos V e II a.C., e provavelmente abandonado pouco antes da ocupação Romana do território.
O processo administrativo encontra-se para consulta por marcação prévia na Direção Regional da Cultura do Norte pelo prazo de 30 dias úteis e as observações dos interessados devem ser apresentadas junto da mesma entidade. Para mais informações, pode ser consultada o website ( www.patrimoniocultural.gov.pt ) em Património/Classificação de Bens Imóveis e Fixação de ZEP / Consultas / Ano em Curso.

Cidália Aldeia
Cidália Aldeia
Chefe de Redação
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