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Terça-feira, 22 Abril, 2025
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Um Caminho para Caminha – Emprego, Segurança, Cultura

“…Al andar se hace camino
Y al volver la vista atrás
Se ve la senda que nunca
Se ha de volver a pisar
Caminante no hay camino,
sino estelas en la mar…”

António Machado Ruiz, Cantares

 

Um Caminho para Caminha

  1. Como atrair Residentes e Fixar População
    c. Emprego, Segurança, Cultura;

Foto Jornal Terra E Mar, Jun 2023
foto: jornal Terra e Mar, Junho 2023
Criar emprego não é garantia de atração de residentes, veja-se o caso de Vila Nova de Cerveira que, apesar dos milhares de postos de trabalho criados pelos polos industriais nas últimas décadas, não viu a sua população residente crescer significativamente.

Todavia, a criação de emprego privado é sinal de dinâmica económica empresarial, multiplicadora para outras atividades económicas e geradora de receitas fiscais e municipais.

Falamos claro de criação de emprego estável e de longo prazo, ao contrário dos empregos sazonais ou do subemprego. E esse, só a atração de investimento pode gerar.

Quanto à segurança, é avaliada subjetiva e objetivamente. Em termos subjetivos mede-se por exemplo, pela tranquilidade com a qual uma senhora pode passear de noite pelas nossas vilas ou, pelo descanso duma família poder deixar as suas crianças brincar na rua, ou caminhar sozinhas para a escola.

Responderão os Caminhenses, sentem essa segurança subjetiva? Sentem essa segurança os visitantes para que esse seja um fator decisivo e fixem residência permanente em Caminha?

Em termos objetivos, a segurança mede-se pelos números da criminalidade e pela presença dissuasora das forças de segurança. Se os números da criminalidade no Concelho de Caminha são melhores do que em muito concelhos do país, o que dizer da presença dissuasora das forças de segurança, seus horários e rotas?

O que dizer da iluminação noturna (no inverno às 18:00 h é noite), das marcações viárias, da sinalização de passadeiras de peões?

Finalmente, nesta alínea a cultura. Não vale aqui, invocar a animação popular, festas e arraiais que são comuns a toda e qualquer vila ou aldeia do Alto Minho de Abril a Setembro.

Será que a agenda cultural de Caminha (existe?) é motivo para alguém aqui vir residir? Será que essa agenda e dinâmica atrai como residentes alguns profissionais da cultura? Quantas pessoas cuja atividade ou interesse principal são as artes, decidiram residir em Caminha nos últimos 20 anos?

Atrair residentes permanentes e reter os que aqui nascem e crescem é uma missão integral e que deve ser a primeira prioridade de qualquer Autarquia.

A criação de emprego público esgota-se e esgota os cofres do município. É preciso atrair profissionais e empresas, ir muito além duma incubadora que nada incuba e que ainda por cima quer cobrar aos profissionais, como se estivesse no Porto. Criar Emprego é atrair empresas.

A segurança, objetiva e subjetiva, é critério decisivo para a fixação de residência de qualquer família, viver com medo não é viver. O clima em A Guarda é igual e há gente na rua. Segurança é atuar para formar em Civismo aqueles que o não tem.

Cultura é hoje uma indústria que vai muito além de espetáculos organizados por forasteiros, na qual atuam forasteiros, presenciados por visitantes ocasionais, cujas receitas vão para fora do concelho. Cultura é estimular a criação e fazer a divulgação.

Carlos Novais de Araújo
18 de Outubro de 2024

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