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Sábado, 16 Outubro, 2021
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PR pede “esforço para ajudar” no combate à pandemia por estar “mais próximo o fim”

O Presidente da República apelou hoje, em Arcos de Valdevez, aos portugueses a um maior esforço na prevenção da covid-19, considerando que o fim do processo pandémico “está mais próximo”.

“O que peço é que celebrem o que têm a celebrar, festejem o que têm a festejar, mas façam um esforço para ajudar. São mais umas semanas e uns meses, aquilo que a vacinação está, à sua maneira, a ajudar de forma decisiva”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.

O chefe de Estado falava depois dos festejos em Lisboa da vitória do Sporting frente ao Boavista, que deu o título de campeão nacional ao clube de Alvalade, na terça-feira, depois de já ter dito aos jornalistas que “quem deve prevenir” aglomerados de pessoas como os dos festejos do Sporting, em Lisboa, “não conseguiu prevenir”.

O Presidente da República, que discursava durante uma visita à Santa Casa da Misericórdia de Arcos de Valdevez, no distrito de Viana do Castelo, disse que o processo de vacinação está a decorrer “a galope” para que população fique “mais protegida”.

“Neste período vamos fazer um esforço para os indicadores não piorarem de tal maneira que tenhamos de fechar concelhos, de fazer recuar concelhos, porque aí as pessoas explodem, aí as pessoas não compreendem, não aceitam, mas têm de pensar um bocadinho nisso na altura da celebração”, alertou.

O chefe de Estado disse compreender que “seja difícil prevenir e disciplinar milhares de pessoas que, de repente, em vários pontos do país, querem desconfinar de forma mais exuberante”.

“É assim a vida e quanto mais se espera mais se quer celebrar, mas façamos um esforço”, observou.

“Agora que estamos mais próximo do fim é compreensível que as pessoas estejam fartas, que queiram desconfinar, estar com os familiares e com os amigos e celebrar o que não celebraram durante mais de um ano. Não celebraram devidamente o Natal, a Páscoa, as festas pessoais, e que queiram agora celebrar tudo ao mesmo tempo para recuperar o tempo perdido”, acrescentou.

No entanto, lembrou que, “nos próximos três, quatro, cinco meses” os portugueses vão poder pôr a escrita em dia”.

“E pôr a escrita em dia, é indo fora as vezes que não fomos, confraternizando as vezes que não confraternizámos, estando em conjunto com os amigos”, mas de forma “prevenida e disciplinada” até “ao fim de Maio, e durante Junho”.

“Julho e Agosto estão tão bem encaminhados, tão bem encaminhados, que queremos que continuem a estar muito bem encaminhados para nós e também para aqueles que queiram vir até nós. Que haja para eles a luz verde que há para nós”, apelou.

Marcelo Rebelo de Sousa já tinha defendeu hoje que “quem deve prevenir” aglomerados de pessoas como os dos festejos do Sporting, em Lisboa, “não conseguiu prevenir”, esperando que tal “não tenha custos” para a saúde pública em breve.

“Quem deve prevenir não conseguiu prevenir e quem deveria prevenir são, naturalmente, as entidades responsáveis por isso”, mas também “são todos os cidadãos”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas, em Arcos de Valdevez, no distrito de Viana do Castelo.

Comentando os festejos em Lisboa da vitória do Sporting frente ao Boavista, que deu o título de campeão nacional ao clube de Alvalade, Marcelo referiu “esperar que daqui por 15 dias, três semanas”, o país não tenha “notícias menos boas por causa da euforia” relativamente à pandemia de covid-19.

Questionado pelos jornalistas se os acontecimentos em Lisboa fragilizam o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, Marcelo não respondeu.

Adeptos do Sporting e elementos das forças de segurança entraram na terça-feira em confronto nas imediações do Estádio José Alvalade, quando o jogo entre Sporting e Boavista, para a 32.ª jornada da I Liga de futebol, se encontrava no intervalo.

Após várias horas de ambiente de festa com milhares de adeptos do Sporting, que esperam à volta do recinto pela conquista do primeiro título de campeão nacional em 19 anos, as forças de segurança avançaram perto da zona das instalações das claques ‘leoninas’, de acordo com as imagens divulgadas pelas várias televisões.

Cidália Aldeia
Chefe de Redação
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