“O Presidente da República quer aproveitar a reunião semanal com o primeiro-ministro que está marcada para as 18h00 desta quinta-feira para questionar António Costa sobre a polémica que não para de crescer em torno do seu secretário de Estado adjunto”, avança o Jornal Expresso..
Segundo aquele Jornal, “fontes da Presidência da República confirmaram ao Expresso que, servindo estas reuniões semanais para abordar os principais temas da agenda política, “é natural que o Presidente aproveite para pedir explicações” ao primeiro-primeiro. Nomeadamente sobre a avaliação que este faz das condições que o secretário de Estado tem, ou não, para continuar no Governo. Seja em função dos critérios definidos pelo próprio primeiro-ministro para situações como esta, seja mediante o acumular de informações que têm vindo a público relacionadas com a atividade de Miguel Alves como autarca.
O presidente tem amanhã prevista uma saída que lhe permitirá falar aos media e nessa altura, o que dirá sobre o caso do secretário de Estado já terá em conta, quer o que o primeiro-ministro lhe disser esta tarde, quer o que a Comissão Nacional do Partido Socialista discutir na reunião marcada para esta noite.
“O Presidente não pode demitir membros do Governo”, comenta-se no Palácio de Belém. Onde há quem considere a situação de Miguel Alves politicamente insustentável, mas também há quem reconheça que o caso não é tão simples como parece. Uma coisa seria o secretário de Estado já ter sido acusado – e aí, alertam no palácio, a Constituição remete para o Parlamento a decisão sobre o que fazer. Mas, pelo que se sabe, mesmo nos processos em que o governante já está a ser investigado há meses, ainda não haverá acusação.
Ser apenas arguido só seria motivo para o governante abandonar o Executivo se fosse esse o entendimento do primeiro-ministro, coisa que não acontece. Ou se fosse o próprio Miguel Alves a decidir sair pelo seu pé para não penalizar o Governo (como fizeram alguns ex-colegas no primeiro Governo de Costa), o que para já não aconteceu.



