Em 13 Abril, 2018 Por Em Caminha, Distrito

Paróquia de Venade assinala 50º aniversário da morte do Padre Aparício

A paróquia de Santa Eulália de Venade vai assinalar na próxima segunda-feira, dia 16 de abril, com uma missa solene seguida de romagem ao cemitério, os 50 anos da morte do Padre Aparício sepultado naquela freguesia.

O Reverendo Padre Aparício Rodrigues da Silva nasceu no dia de Santo Antão, a 17 de janeiro de 1927, em Vila de Punhe, uma das freguesias do concelho de Viana do Castelo. Foi na Igreja Paroquial, sob o olhar atento e terno da Mártir Santa Eulália, Padroeira desta Freguesia, que ele recebeu o sacramento do Baptismo.

Cresceu no seio de uma família católica, que lhe deu o pão na mesa de casa e o Pão do Altar, servido na Igreja Paroquial, onde ansiava oferecer o santo sacrifício da Missa. Esse dia chegou a 16 de julho de 1950, quando celebrou a sua Missa Nova. Antes, no dia 9 desse mesmo mês, fora ordenado Presbítero no Seminário Conciliar de Braga. Para esse dia, seu primo no sangue e seu irmão no sacerdócio, Castro Gil, preparou o texto que se lerá através dos séculos na estampa da Ordenação Presbiteral e Missa Nova:

 

Agora que é chegado, ó meu Jesus,

O dia grande que esperei, Senhor!

Só peço o amor sem fim da Vossa Cruz

E a cruz de amor sem fim do Vosso Amor.

 

Aos pés do altar (junto das flores e palmas

Que são mais belas nesta vez primeira…),

Aqui a deixo – a Vós e pelas almas –

Em holocausto a minha vida inteira.

 

Natural da Paróquia de Santa Eulália de Vila de Punhe, foi morar para a Paróquia de Santa Eulália de Orbacém, no arciprestado de Caminha, para ser Pároco de Orbacém e de Gondar. E a 3 de setembro de 1961 chegou à Paróquia de Santa Eulália de Venade para habitar a casa oferecida pelo senhor Abade Barge para habitação dos Párocos. Seria a partir desse dia o Pároco de Venade e de Azevedo.

O seu ministério paroquial foi de um verdadeiro pastor, um terno pastor que, aos poucos foi conquistando todos com a sua maneira de ser Padre. De todos era “Padre” e todos eram a sua família.

No entanto, uma notícia chegou aos lares de Venade e de Azevedo que a todos cobriu de luto: o senhor Abade teve um acidente em Vila Praia de Âncora e acabou por falecer. Era o dia 13 de abril de 1968. Nesse dia o povo ficou órfão: não havia agora a quem chamar “Padre”. Uniu-se o povo para suplicar à família que deixasse sepultar o corpo daquele a quem pediam a bênção de Deus na terra que ele habitou: Venade. O cemitério desta Freguesia seria agora o local do repouso dos seus restos mortais. Assim aconteceu: no dia 16 de abril a igreja foi pequena para albergar todos os que participaram nas exéquias do Reverendo Padre Aparício e no cemitério não cabia mais ninguém para se despedir do senhor Abade.

A Paróquia de Santa Eulália de Venade prometeu à família do senhor Padre que cuidaria do túmulo e que todos os anos, por altura do aniversário de falecimento, iria em romagem ao cemitério, orando por alma do Sacerdote que marcou a vida de tanta gente com a “simplicidade, bondade, honestidade”, de tal maneira que estes atributos estão gravados no sepultura deste Presbítero que nasceu junto de uma igreja dedicada a Santa Eulália e foi sepultado perto de uma outra igreja também dedicada a Santa Eulália.

Quase todas as casas de Venade têm uma fotografia do senhor Padre Aparício, pois é da família. E até todos terem a certeza que este Padre é Santo, a Paróquia rezará pelo eterno descanso deste sacerdote por Cristo eleito.

 

 

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Cidália Aldeia

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