“A falta de vergonha caracteriza os desavergonhados e é precisamente esta ausência de
princípios que define os sucessivos e intercalados executivos municipais que, à vez, vão
tratando desta (indi)gestão do Município de Caminha”, acusa o Bloco de Esquerda de Caminha em comunicado enviado à imprensa.
“O exemplo mais contemporâneo encontra-se nos sucessivos autoelogios do executivo do
Partido Socialista com a conclusão da obra do Mercado de Caminha, cuja inauguração, plena de bazófia, acontece esta sexta-feira 18 de agosto de 2023, quarenta anos depois da
construção provisória e das promessas a cada quatro anos, seja pelo PSD, seja pelo PS.
Não estamos a falar de duas ou três promessas eleitorais nem de meia-dúzia de anos, mas
de quatro décadas de falsidades, de promessas vãs, que, ora um, ora outro, nunca
cumpriram.”
Por tudo isto, “por esta falta de respeito pelos caminhenses durante todos estes 40 anos, o
Bloco de Esquerda do Concelho de Caminha congratula-se, obviamente, pelo ponto final nas promessas e das fintas, pelo menos quanto à obra do mercado, mas não se orgulha de ter dirigentes dos dois habituais partidos na governação (PS e PSD), tão pródigos na criação de ilusões e infidelidades aos caminhenses.”
O BE voltou a lembrar “a fraude que constituiu a votação participativa dos caminhenses nos projetos apresentados. Foi mais uma grandiloquente fantasia de um alegado grande exemplo de democracia e os caminhenses votaram, crédulos de que a sua escolha seria realmente considerada, votando no projeto que mais gostaram, e o projeto que venceu acabou no lixo e a escolha dos caminhenses acabou no lixo e o respeito pelas pessoas foi também parar ao lixo. Mais uma batotice”, atira.
Assim sendo, “uma inauguração plena de autoelogios e magnificações sem sentido crítico e sem nenhum decoro, envergonha-nos e envergonha todos, ou quase todos, os caminhenses.”, acusa.