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Sexta-feira, 23 Outubro, 2020
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Luis Lapa em Valença em Março

O Ciclo de Jazz de Valença contou já com quatro concertos, durante os meses de Janeiro e Fevereiro. Para o mês de Março, Luís Lapa vai actuar na Quinta do Caminho no dia 10, pelas 21h30. A entrada como habitualmente é livre.

Jornal C – Como começou o gosto pela música?
Luís Lapa – Sou músico desde que me conheço. Desde muito novo que me fascinava ouvir música (ver, na altura era quase impossível, só nos bailaricos). E comecei relativamente novo a tocar. Com 12 anos já tinha a minha primeira guitarra. A partir daí sempre soube que iria ser músico. Nunca quis nem admiti ser outra coisa. Até hoje, ainda na luta.

Jornal C – É importante para um músico ter uma experiencia do mundo? Viajar em duplo sentido estar a tocar em vários países/regiões e aprender e tocar com músicos internacionais?
Luís Lapa – Embora ache importante, não me parece que seja determinante. Hoje em dia esse paradigma mudou. Com o advento da Internet, o mundo cabe todo num simples ecrã de computador, televisão ou telemóvel. Se a vontade for arrasadora, tudo se consegue e todas as metas se atingem. Agora, o que é mesmo importante é tocar, muito, de preferência com músicos que sejam melhores do que nós…portugueses ou estrangeiros.

Jornal C – O trio tem um nome curioso de “Luis Lapa & Pé de Cabra”, alguma influencia no construção do nome?
Luís Lapa – Simples, um pé de cabra serve para arrombar portas ou partir cadeados. É essa a intenção da minha música. É esse o propósito do nome.

Jornal C – O disco mais recente lançado pela Caraimbo da Porta-Jazz na FEUP no ano passado “O Homem Invisivel”, foi um regresso ao fim de dez anos de pausa Como foi o processo de criação do disco?
Luís Lapa – Não poderia ter sido mais fácil. Por norma eu componho muito rápido e quando decido escrever um novo disco só páro quando estiver acabado. Foi o que eu fiz. Numa semana escrevi todo o disco… depois com o Acácio e o Filipe fiz alguns ensaios e partimos para a gravação. Encontrámo-nos no estúdio do Miguel Ângelo, fizemos som, fomos almoçar e depois, das 15 às 19 gravámos o disco de uma assentada, sem overdubs nem truques nem limpezas pós produção. Como eu gosto, cru, com os erros da altura que nunca mais serão os mesmos.

Jornal C – O que poderá o público contar do concerto agendado em Valença?
Luís Lapa – O que se pode sempre esperar do “Pé de Cabra” é um concerto muito intenso, honesto, dinâmico. Os meus temas entregam-se muito nas mãos dos músicos. Dinamicamente vai desde o sussurro ao grito, do piano ao forte, do blues ao contemporâneo e por todos os outros caminhos de permeio. Gosto de escrever temas que cheiram a pop mas cuja digestão é improvisada.

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