Em 9 Março, 2018 Por Em Educação

Docente do IPVC conquista prémio Agostinho Roseta

 Arminda Pata, docente na Escola Superior de Ciências Empresariais do Instituto Politécnico de Viana do Castelo venceu a 10ª Edição do Prémio Agostinho Roseta com o trabalho “Sistema de apoio à decisão para programação de horários de trabalho com a exposição equilibrada nas fontes de lesões”. O trabalho de Arminda Pata em coautoria com Ana Moura, Docente da Universidade de Aveiro, foi premiado pelo Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social na Categoria Estudos e Trabalhos de Investigação, sendo reconhecida a elevada qualidade no domínio da Segurança e Higiene no Trabalho.

As atuais alterações demográficas (e.g., maior esperança de vida, baixa natalidade) contribuem fortemente para o envelhecimento da população. No sentido de garantir a sustentabilidade da sociedade, existe a propensão de manter os cidadãos ativos durante mais tempo. As carreiras profissionais serão assim cada vez mais longas e, naturalmente, a exposição às condições de realização do próprio trabalho, também incrementará. Essa sujeição prolongada, incita o aparecimento de Lesões Músculo‑Esqueléticas Relacionadas com o Trabalho (LMERT), que podem gerar abrandamentos e ou paragens na produção, e estimular o absentismo laboral.

Tais lesões são atualmente um problema comum a distintas organizações, e uma realidade constante e dispendiosa para o governo (e.g., cuidados de saúde e tratamentos médicos, reabilitação física, indeminizações por incapacidade). As pessoas passam grande parte da sua vida no seu local de trabalho. Apesar de algumas das iniciativas implementadas nas organizações (e.g., pausas, ginástica laboral), as lesões continuam a afetar diariamente a vida de milhares de trabalhadores (e.g., incapacidades temporárias ou permanentes, perdas no salário), em contextos transversais (i.e., profissional, familiar e social). Para alguns gestores e investigadores, planear e organizar trabalho, nem sempre implica adaptar o trabalho ao recurso humano e ao que o define e o carateriza individualmente. As suas preocupações geralmente recaem na produtividade e no rendimento de processos, máquinas e equipamentos. Por conseguinte, o recurso humano é recorrentemente ignorado na tomada de decisão, sendo descurados os efeitos adversos à sua saúde, e a Segurança e Higiene no Trabalho.

Tal como uma máquina sofre desgaste e requer manutenção, as pessoas necessitam de cuidados preventivos. O Sistema de Apoio à Decisão (SAD) desenvolvido pretende contribuir para a solução de problemas de afetação e sequenciamento (e.g., condição de saúde, competências, preferências, tempo de exposição nas causas de LMERT). Baseado num conjunto de pressupostos, restrições e variáveis, combinadas e integradas entre si, o sistema permite apoiar os gestores na tomada de decisão, na fase de planear e organizar o trabalho dos recursos humanos. A consistência do processo fica assim assegurada sem comprometer a produtividade e a qualidade de vida das pessoas. A implementação do SAD nas organizações, poderá melhorar a tomada de decisão, e a médio longo prazo, contribuir para o envelhecimento ativo da população.

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Cidália Aldeia

Chefe de Redação