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Terça-feira, 26 Janeiro, 2021
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Aquamuseu de Vila Nova de Cerveira: O rio Minho entre quatro paredes

Com uma média de 25 visitantes por ano, o Aquamuseu do rio Minho tornou-se, em oito anos de existência, num dos maiores polos de atração turística de Vila Nova de Cerveira.

Escolas, turistas, investigadores, público em geral, todos nutrem interesse por um projeto que transporta para dentro de quatro paredes toda a riqueza daquele curso de água internacional. As mascotes Eureka e Einstein, um casal de lontras que há dois anos habita o espaço localizado no Parque do Castelinho, junto ao rio que lhe dá nome, são o que mais desperta o interesse dos visitantes.

Em termos de exposição obviamente que o mais emblemático, que são as lontras, desperta muito interesse. O aquário em si é o que desperta mais empatia e dentro deste as lontras funcionam quase como uma mascote do próprio museu”, conta o biólogo Carlos Antunes, diretor do equipamento desde a sua génese, revelando que a afluência de visitas terá já a caminhar para as 200 mil, desde a abertura em 13 de julho de 2005.

Nestes últimos oito anos houve uma variação no número de visitantes, flutua entre os 20 e os 25 mil por ano. Não está muito fora do que prevíamos devido à sua referência geográfica. Estes visitantes, cerca de 10 por cento são espanhóis, que participam não só com visitas livres, mas também temos algumas escolas da Galiza”, adianta aquele responsável. No primeiro ano de funcionamento, a estrutura recebeu 15 mil pessoas, mantendo, nos anos seguintes, a referida média anual.

Embora tenha cumprido este ano o seu oitavo aniversário, a história do Aquamuseu do rio Minho, é muito anterior à sua edificação.

Nasceu entre a relação da Universidade do Porto e o rio Minho, no âmbito da investigação, e a primeira vez que se apresentou ao município uma proposta foi em 1991 para um projeto de apoio à investigação. Depois com o tempo alargou-se para a componente da divulgação do património natural e etnográfico, ligado à pesca artesanal. Em 1995 inicia-se o projeto de execução, em 2001 as obras no terreno, entretanto é apresentada a candidatura integrada num projeto de valorização da ribeira Minho à União Europeia, e abre ao público em 2005”, lembra Carlos Antunes.

O projeto nasce com três objetivos:  Criar uma exposição permanente, que se divide entre o Museu das Pescas, nove aquários que retratam o rio desde a nascente até à foz e o lontrário, desenvolver atividades pedagógicas e de investigação, que envolvam diversas faixas de população e também a comunidade cientifica.

Atividade pedagógica

Há um tipo de atividades vocacionadas para a população estudantil, para as escolas, desde o pré-primário até ao ensino universitário, que podem ser desenvolvidas quer em laboratório, quer no campo, num ribeiro, no estuário, junto da fauna e da vegetação”, explica o diretor.

As atividades durante as férias letivas assumem especial importância na programação anual. Há dezenas de crianças que participam todos os anos durante as férias de Verão, Natal e Páscoa em ações lúdicas e pedagógicas de ocupação dos tempos livres naquele equipamento municipal. A atividade de “dormir com os peixes” uma noite no próprio espaço, tem feito sucesso ente os mais pequenos, assim como as experiências no laboratório e os passeios de barco no rio Minho. Recentemente, o Aquamuseu envolveu as IPSS’s do concelho, em atividades lúdicas que envolvem trabalhos com gesso, pintura e montagem para realizar uma futura exposição.

Na sua componente de investigação, de conhecimento dos recursos, lembra Carlos Antunes, o Aquamuseu “também envolve uma faixa de população que são os pescadores, que dominam o rio no contexto ibérico e no que diz respeito às espécies. Em laboratório eles transformam-se em investigadores”. Ainda no toca à área da investigação, Antunes explica que “as colaborações desenvolvidas ao longo destes anos funcionam no perímetro entre as usniversidade do Porto, Minho, Vigo e Santiago de Compostela”.

Dos projetos que foram sendo desenvolvidos a nível cientifico, destacam-se os relacionados com as espécies “mais importantes para a região em termos culturais e económicos, como é o caso das migradoras, a lampreia, o salmão, o sável, etc”.

De resto, quanto a projetos futuros, o biólogo admite existirem vários mas todos “pendentes de financiamento”. Entre eles, o aumento da oferta da componente pedagógica, a criação de um laboratório flutuante e um projeto para a valorização dos pescado. “Temos aquela ideia que já não é nova, além da certificação da lampreia, de garantir a chegada do recurso do pescador até ao consumidor, mas depende de apoios”, conclui.

Preço das visitas:
Entrada gratuita para crianças até aos 4 anos
0.55 euros para crianças dos 4 aos 11 anos
1.10 euros para  jovens dos 12 aos 18 anos e residentes no concelho de Cerveira
1.65 euros para estudantes do ensino superior, portadores de cartão Jovem e adulto com mais de 65 anos e reformados
2.20 adultos

Horário das visitas:
De Terça-feira a Domingo das 10h00 ao meio-dia e das 14h00 às 18h00
Encerra à Segunda-feira

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