Museu ferroviário e auditório nas previsões de Valença para próxima década

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Um museu ferroviário, um auditório multifuncional instalado no mercado municipal e a antiga alfândega vocacionada para a cultura, criatividade e empreendedorismo são algumas das intervenções previstas no masterplan Valença 2030, revelou a autarquia.

Em comunicado, a Câmara de Valença, no distrito de Viana do Castelo, explica que o documento traça a visão “para a transformação da cidade na próxima década”, definindo um conjunto de intervenções estruturantes para “requalificar os principais espaços públicos e criar uma nova centralidade urbana”.

Por outro lado, pretende-se “melhorar a qualidade de vida da população, reforçar a atratividade da cidade e impulsionar o desenvolvimento económico, social e turístico”.

O plano abrange toda a área central da cidade, desde o antigo Colégio Português ao Jardim Municipal, Campo da Feira, Mercado Municipal, Antiga Alfândega e frente ribeirinha, até à Senhora da Cabeça, de acordo com o município.

“A proposta pretende reforçar a ligação entre estes espaços emblemáticos, conciliando a valorização do património histórico com novas funções culturais, económicas e de lazer”, descreve.

A câmara identifica como uma das “principais novidades” a criação de um novo eixo urbano que articula o Fórum Intercultural de Valença, o Mercado Municipal e o Campo da Feira, “afirmando este conjunto como o novo coração da cidade”.

O mercado vai ser “profundamente requalificado e transformado num moderno auditório multifuncional”.

A intenção é que se assuma como “um equipamento de referência para a realização de eventos culturais, sociais e económicos, em estreita ligação com a Praça da Feira e os restantes espaços públicos envolventes”.

O documento prevê igualmente um Museu Ferroviário e uma unidade hoteleira, “reforçando a capacidade de Valença para captar visitantes, investimento e novas dinâmicas económicas”.

Outra das “intervenções estruturantes” vai ser a valorização da Antiga Alfândega, que vai dar lugar à futura Alfândega Cultural, “um equipamento multidisciplinar vocacionado para a cultura, criatividade, empreendedorismo e valorização dos Caminhos de Santiago”.

Pretende-se, ainda, que funcione “como centro interpretativo do património imaterial e espaço de incubação de projetos”.

O plano tem também em conta mobilidade e a qualidade do espaço público, diz a câmara, nomeadamente através da criação de um percurso pedonal estruturante entre o centro urbano, a fronteira e a frente ribeirinha.

Nas previsões da autarquia está a construção de um parque de estacionamento subterrâneo, “permitindo reduzir a presença automóvel junto da Fortaleza e libertar espaço para as pessoas, valorizando a paisagem urbana e patrimonial”.

“É um instrumento fundamental para o futuro de Valença. Queremos uma cidade mais coesa, mais moderna, mais sustentável, mais competitiva e mais amiga das pessoas”, afirma o presidente da autarquia, José Manuel Carpinteira, citado na nota de imprensa.

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