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Em Vila Nova de Cerveira, perto da fronteira entre Portugal e Espanha, o restaurante Casa Lau afirma-se como um espaço onde a tradição familiar e a gastronomia de qualidade caminham lado a lado. Com 29 anos de história, o negócio tornou-se uma referência na região, sendo hoje um destino obrigatório para quem aprecia boa comida e um ambiente acolhedor.
“Aprendi desde cedo”, recorda o proprietário, Júlio Vaz, explicando que o gosto pela profissão é, de certa forma, uma herança dos pais, que durante anos geriram um restaurante no centro de Vila Nova de Cerveira.
O nome do espaço, “Casa Lau”, é, aliás, uma homenagem direta ao pai: “O meu pai chamava-se Ladislau, cujo diminutivo era Lau, e eu decidi manter o nome dele”, refere.
O espaço atual resulta de uma reconstrução feita há cerca de 17 anos. “Reconstruí tudo, fiz tudo novo”, explica, sublinhando a evolução contínua do restaurante.



A localização estratégica na Eurocidade Cerveira-Tomiño é um dos fatores-chave para o sucesso do negócio. A proximidade entre os dois países traduz-se numa clientela equilibrada: “A percentagem divide-se entre portugueses e espanhóis, digamos que é 50-50.” Para além disso, o restaurante atrai visitantes de fora da região: “Já se deslocam de propósito para ir à Casa Lau”, aponta.
Na oferta gastronómica, a diversidade é uma das principais apostas. O bacalhau assume um lugar central, especialmente apreciado pelos clientes espanhóis: “É uma das coisas que tem que existir.”
A carta inclui ainda uma variedade de pratos de peixe, como o arroz de tamboril ou o arroz de polvo, bem como carnes selecionadas. “As nossas carnes são todas Barrosã, temos porco ibérico, borrego, costeleta de borrego. Temos uma variedade grande de peixe e de carne”, detalha.

As sobremesas reforçam o caráter caseiro do restaurante. “Temos sempre uma variedade grande, tudo feito cá em casa”, afirma, destacando opções como cheesecake, banoffee e creme brûlée.
A acompanhar, a carta de vinhos oferece cerca de 100 referências: “Já dá para o cliente ter uma variedade grande para escolher.”
Apesar de manter um espírito familiar, o restaurante conta com uma equipa estruturada. “Na cozinha tenho um chefe e a minha esposa, a Maria José. Ao todo são oito pessoas, já é um barcozinho”, comenta.


Outro dos pontos fortes do espaço é o terraço, especialmente valorizado durante o verão. “É um lugar calmo, uma esplanada reservada, onde as pessoas podem estar descansadas no fim de um dia de trabalho”, descreve.
Ao longo dos anos, o percurso da Casa Lau tem sido marcado por desafios significativos, sobretudo durante a pandemia. “Tivemos altos e baixos muito grandes depois do Covid, e levantar foi muito difícil”, admite. A recuperação foi gradual, “as pessoas vinham, mas vinham com medo.” Ainda assim, o cenário atual é mais positivo, “felizmente já estamos a começar a levantar a cabeça.”
Aberto para almoços e jantares, encerrando apenas à quinta-feira, a Casa Lau consolida-se como um verdadeiro espaço de referência na região minhota. Entre tradição, qualidade e hospitalidade, é um local que merece ser visitado — seja por quem passa pela região ou por quem procura, de forma intencional, uma experiência gastronómica autêntica e memorável.
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