A intervenção na beirada do rio Minho, em Lanhelas, resultou de um processo acompanhado e tecnicamente fundamentado, envolvendo várias entidades públicas e especialistas das áreas ambiental, agronómica e de proteção civil, segundo um comunicado da Junta de Freguesia de Lanhelas.
De acordo com a autarquia, foram abatidos 56 choupos híbridos que apresentavam sinais de fragilidade, tendo-se registado, ao longo dos últimos anos, quedas e quebras frequentes de árvores e ramos de grande dimensão. Esta situação representava um risco para pessoas, viaturas, equipamentos públicos e utilizadores da ecopista e da zona ribeirinha.
A decisão foi tomada em articulação com o Município de Caminha, Proteção Civil, Bombeiros, Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e técnicos especializados, refere a Junta de Freguesia de Lanhelas, acrescentando que o processo contou ainda com acompanhamento institucional, incluindo a visita do Secretário de Estado do Ambiente.
Segundo a mesma fonte, os choupos híbridos — frequentemente utilizados pelo seu crescimento rápido — revelaram-se desadequados para este tipo de contexto ribeirinho, sobretudo em zonas públicas muito frequentadas, devido ao risco associado à sua instabilidade.
Em substituição, foram plantadas mais de 100 árvores autóctones, com cerca de dois a três metros de altura. Conforme explica a Junta, a plantação foi organizada em diferentes linhas: salgueiros junto ao rio, amieiros numa segunda faixa e, mais afastados, freixos e carvalhos.
Esta solução permitirá, de acordo com a autarquia, criar uma galeria ribeirinha mais diversa e resiliente, contribuindo para a proteção do solo, aumento da biodiversidade e melhoria das condições para quem utiliza o espaço.
A Junta de Freguesia de Lanhelas reconhece o impacto visual do abate de árvores, mas defende que a intervenção foi necessária para garantir a segurança e prevenir acidentes, assegurando uma gestão responsável do espaço público.
Os trabalhos de recuperação e manutenção da zona ribeirinha deverão continuar em articulação com o Município de Caminha, reforçando o compromisso com a valorização ambiental e a segurança da população.
Segundo o comunicado, a intervenção permitirá tornar a margem do rio Minho mais segura, equilibrada e preparada para o futuro.



