O executivo caminhense aprovou na reunião de Câmara de 18 de março, no âmbito do programa de apoio ao associativismo, um protocolo de âmbito cultural com a Krisálida – Associação Cultural do Alto Minho, no valor de 15 mil euros.
Os vereadores do Partido Socialista (PS) votaram favoravelmente esta proposta, no entanto lembraram que no passado a presidente da Câmara, enquanto vereadora da oposição, manifestou dúvidas em relação ao apoio que era dado pela Câmara a esta associação que se dedica à produção teatral.

O vereador Herculano de Almeida lembrou uma reunião de Câmara realizada em fevereiro de 2025, em que a então vereadora questionou o executivo acerca deste apoio. Nessa mesma reunião, Liliana Silva disse que a Krisálida “recebia muito dinheiro para aquilo que fazia”. Recorde aqui o que disse na altura a então vereadora da oposição.
Herculano de Almeida questionou a presidente da Câmara se o seu sentido de voto desta vez seria o mesmo que na referida reunião em que se absteve.

Em resposta ao vereador socialista, Liliana Silva lembrou que na altura o que contestou não foi o apoio à Krisálida, mas sim o facto de outras associações que também se dedicavam ao teatro não terem o mesmo apoio.
Liliana Silva fez ainda questão de esclarecer que nunca tinha dito que no caso de ser eleita iria prejudicar projetos por muito que pudesse não concordar com os procedimentos iniciais. “Não estamos aqui para prejudicar nada nem ninguém”, disse.

Rui Lages também fez questão de intervir sobre o assunto para dizer que o protocolo que estava a ser discutido era exatamente igual ao que era assinado com o anterior executivo. O vereador da oposição congratulou-se com a continuidade do projeto com a Krisálida e lembrou que no anterior executivo que liderou, também eram apoiados outros projetos relacionados com o teatro.
Posta à votação, a proposta foi aprovada por unanimidade.



