A dívida do município de Caminha, que no mandato anterior originou por diversas vezes debate aceso tanto nas reuniões de Câmara como nas Assembleia Municipais, foi um dos temas abordados na reunião de Câmara extraordinária realizada ontem, a qual tinha como pontos da ordem de trabalhos, a aprovação das Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2026 e a fixação de impostos.
Recorde-se que o PS sempre disse que a dívida total se cifrava nos 13 milhões de euros, enquanto a oposição falava em 20 milhões. Com a assunção deste valor por parte do novo executivo, o líder da oposição diz que se fecha um ciclo. A Presidente da Câmara, Liliana Silva, discorda e diz que não é o fechar mas sim o início. A autarca lembra que há muito a analisar a propósito das contas e avança com a intenção de realizar uma auditoria, a qual, a acontecer, terá o voto favorável do Partido Socialista.

No orçamento aprovado ontem, 18 de Dezembro, está refletida uma dívida de 13 milhões, o que segundo o vereador Rui Lages confirma aquilo que ele sempre disse.
O vereador da oposição congratulou-se com o facto do novo executivo reconhecer no documento apresentado, os números que sempre tinham sido defendidos pelo anterior executivo relativamente à dívida total, “que afinal estavam certos e provavam que nunca nada tinha sido escondido ou atirado para debaixo do tapete”. Segundo Rui Lages, este reconhecimento vai permitir encerrar um ciclo em relação ao verdadeiro valor da dívida.

No que concerne à dívida total do município, Liliana Silva diz que ela está refletida propositadamente no orçamento, pois como garantiu, vai trabalhar sempre com verdade e transparência. Para a autarca, este não é o encerrar de um ciclo, é sim o início, uma vez que ainda há muita coisa para analisar. Liliana Silva voltou a reiterar a intenção de avançar com uma auditoria às contas do município, não para perseguir ou culpar ninguém mas para saber “o ponto em que estamos”.
Manifestando-se “à vontade” com a realização de uma auditoria às contas do município, Rui Lages garantiu que no dia em que chegar à Câmara uma proposta nesse sentido, o PS irá votar favoravelmente.
Dívida total do município é de 13 milhões de euros, afirma o executivo e oposição.



