Numa ação descentralizada da Eurocidade Cerveira-Tomiño, o concelho galego acolheu, na passada sexta-feira, o início do XII Simpósio Ibérico sobre a Bacia Hidrográfica do Rio Minho, numa sessão de abertura que contou com a presença da Alcaldesa de Tomiño, Sandra González, e do Vice-Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, António Quintas. O encontro, de caráter científico e técnico, reuniu especialistas, entidades públicas, investigadores e comunidade local para debater os principais desafios ambientais que ameaçam este curso de água transfronteiriço.

Na sua intervenção, o Vice-Presidente António Quintas destacou a dimensão e complexidade dos problemas que afetam o rio, sublinhando que “este rio enfrenta hoje pressões que nenhum município pode resolver sozinho”. Entre as ameaças, referiu as alterações climáticas; a poluição difusa; a pressão humana e turística sazonal; a erosão e perda de habitats; e a perda ou redução do pescado em geral.
António Quintas enfatizou ainda que “a melhor solução para esses males ambientais do rio Minho só pode ser, cremos, transfronteiriça, coordenada e persistente, juntando o AECT Rio Minho, os municípios dos dois lados da fronteira, as entidades científicas, os movimentos associativos e os cidadãos. Cada um de nós deve assumir esta responsabilidade numa busca urgente e incessante de uma governance de excelência na proteção e preservação ambiental. Temos de agir agora — não amanhã ou no dia seguinte”.
Após a sessão formal de abertura, iniciaram-se as intervenções científicas, cujas apresentações e debates, ao longo dos dois dias, serão moderadas pelo diretor do Aquamuseu do Rio Minho, Carlos Antunes.
Promovido pela Eurocidade Cerveira–Tomiño e pelo Aquamuseu do Rio Minho, o simpósio decorre entre esta sexta-feira e sábado, no Espazo Isaura Gómez, em Tomiño. Trata-se da segunda vez que o evento, de realização bienal, ocorre fora de Vila Nova de Cerveira, tendo passado por Melgaço na sua 2.ª edição.
O XII Simpósio Ibérico reforça o compromisso de cooperação transfronteiriça entre Cerveira e Tomiño e constitui um momento crucial de reflexão conjunta sobre a biodiversidade, a sustentabilidade e o futuro comum do rio que une os dois territórios.



