Todos os cartazes do Bloco de Esquerda (BE), anunciando o seu candidato à Câmara Municipal de Caminha às próximas eleições, colocados na semana passada na vila de Caminha e em Vilarelho, foram arrancados, sendo ainda arrancada, partida e atirada para local de difícil acesso, uma estrutura de suporte.

Em nota enviada às redações, o Bloco de Esquerda informa que os seus cartazes foram rasgados e retirados, “tendo sido mantidas as estruturas nos mesmo locais, dado o seu peso, mas uma estrutura mais leve, plástica, foi levada, partida e inutilizada, arrancado o cartaz, e os restos atirados para um local sem acesso, para o meio de um silvedo (na estação de comboios de Caminha). Tratava-se de uma estrutura com cerca de dois metros de altura e mais de um metro de largura.”


Para aquela força partidária, “a sanha demonstrada pelo autor, ou autores, deste crime, demonstra bem o estado a que a nossa Democracia chegou e a sanidade da mesma nos dias que correm. Por isso se justifica, cada vez mais, a luta pela manutenção e pelo desenvolvimento de uma pluralidade democrática, em substituição de certas maiorias perigosas que, só por tal motivo, julgam tudo poder fazer, como desrespeitar a lei e mesmo cometer crimes em nome dessa alegada maioria. Precisamente por isso escolhemos a palavra de ordem para a campanha deste ano em que afirmamos a candidatura e o Bloco de Esquerda assim: ‘Porque é necessário!’.”

Para o Bloco, “uma manada de burros, por muitos que sejam, nunca será uma manada de cavalos.”
Nos termos do artigo 175º da Lei Eleitoral dos Órgãos das Autarquias Locais (Lei 1/2001 de 14AGO), “Quem roubar, furtar, destruir, rasgar, desfigurar ou por qualquer forma inutilizar ou tornar inelegível, no todo ou em parte, material de propaganda eleitoral ou colocar por cima dele qualquer outro material é punido com pena de prisão até 1 ano ou pena de multa até 120 dias.”
O partido apresentou uma queixa-crime na Guarda Nacional Republicana, que a apresentará ao Ministério Público, e solicita ainda a preservação das gravações de câmaras de videovigilância existentes. “Dada a dimensão do ataque às estruturas de campanha do Bloco de Esquerda, consideramos que não estamos perante um mero devaneio de um qualquer adolescente que ia a passar, mas de algo maior, talvez organizado, não com um propósito de eliminar um cartaz, mas com o propósito mais profundo de eliminar toda a campanha deste partido na União de Freguesias de Caminha e Vilarelho”, rematam.



