Autárquicas 2025: BE já entregou as suas listas de candidaturas para Caminha

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O Bloco de Esquerda (BE) de Caminha entregou no Tribunal, ontem, 11 de Agosto, as suas listas de candidaturas à Câmara de Caminha, Assembleia Municipal e Assembleias de Freguesia de Caminha e Vilarelho, Seixas e Lanhelas. É o primeiro partido a fazê-lo nestas eleições autárquicas, que se disputam a 12 de Outubro.

Num manifesto enviado à imprensa, o BE explica que concorrerem apenas a estes cinco órgãos não é sinal de limitação, mas de responsabilidade. “Ao contrário de outros partidos, não formamos listas ‘porque sim’ para marcar presença em todo o lado. Só nos candidatamos onde reunimos as pessoas certas e projetos sérios com objetivos concretos. Se for apenas para ser mais do mesmo, preferimos não ser.”


Quanto à possibilidade de vencer, o partido considera difícil, “e em certos casos impossível. Mas isso não nos desanima. A nossa luta não depende da dimensão da vitória: mesmo com uma única representação, estaremos presentes para dar voz a quem não a tem e para fiscalizar os abusos de maiorias absolutas.
É por isso que afirmamos: um voto no Bloco de Esquerda é sempre útil. Com mais ou menos
votos, estaremos lá para levantar a voz, denunciar desvios e apresentar soluções.”


Segundo o BE, “nos últimos quatro anos, a presença de um único eleito na Assembleia Municipal provou a diferença que o Bloco pode fazer: intervenção em todas as sessões, propostas consistentes, muitas vezes aprovadas por unanimidade, e outras inicialmente rejeitadas mas recuperadas mais tarde. Não estivemos calados nem submissos à maioria – e conseguimos melhorar a vida dos caminhenses. Também desmontámos ilusões. Há quatro anos denunciámos a ficção do megapavilhão transfronteiriço.”

Quanto à ponte a ligar Caminha e A Guarda (Espanha), defendida pela Coligação O Concelho em Primeiro (OCP) e agora pelo Chega, o BE acredita que “essa ponte, tal como imaginada, nunca será
construída. A viabilidade técnica aponta apenas para Lanhelas, junto a Vila Nova de Cerveira, tornando
o projeto desproporcional. O que Caminha precisa é de uma ligação realista e funcional: uma embarcação com calado reduzido para transportar pessoas, bicicletas e motas, capaz de operar mesmo com a areia do rio. Não precisamos de mais promessas sobre o “ferry boat” nem de infraestruturas megalómanas.”


O Bloco de Esquerda de Caminha quer ainda “juntas de freguesia que sejam verdadeiros motores de proximidade e mudança, apresentando ideias e projetos inovadores que melhorem efetivamente a vida coletiva”, rematam.

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