Arcos de Valdevez: Recriação Histórica do Recontro de Valdevez (1141) de 12 e 13 de Julho

Data:

O Recontro de Valdevez é um momento histórico da Fundação de Portugal que em 1141 colocou frente-a-frente os exércitos de Afonso Henriques, futuro primeiro rei de Portugal, e os do seu primo Afonso VII de Leão e Castela.

Este fantástico momento do nosso passado coletivo é novamente celebrado este ano através da sexta edição da Recriação Histórica do Recontro de Valdevez, que ocorre a 12 e 13 de julho em Arcos de Valdevez, no Paço de Giela, numa organização do Município arcuense.

É uma verdadeira viagem à Idade Média e ao século XII, com dois dias cheios de dança, música, gastronomia e muita História ao vivo, com ponto alto em ambos os dias, pelas 22h00, na produção de grande escala que envolve dezenas de figurantes e que durante 60 minutos recria este importante momento referencial da história de Portugal, naquele que é o único torneio/bafordo documentado na História medieval portuguesa.

Contexto histórico do Recontro de Valdevez: a história do Torneio que evitou uma Batalha

O Recontro de Valdevez, ou Torneio de Arcos de Valdevez, aconteceu no Vale do Rio Vez, em Arcos de Valdevez, quando D. Afonso Henriques rompeu a paz de Tui (1137) e invadiu território galego.

Em resposta as forças de Afonso VII, imperador de Leão e Castela e seu primo, entraram em terras portuguesas arrasando os castelos à sua passagem. Era sinal de uma batalha quase certa, mas o momento acabou por culminar num “bafordo”, um tipo de torneio medieval representativo da destreza dos cavaleiros envolvidos, cujo resultado da contenda era normalmente aceite por ambas as partes, evitando um desnecessário derramamento de sangue.

Assim aconteceu em Valdevez: os dois primos acordam uma convivência pacífica, numa lição inteligente de diplomacia e bom senso, bases fundamentais para o início da consolidação do futuro reino de Portugal e, sobretudo, de união face ao rápido avanço árabe no Sul.

De qualquer forma, a sorte das armas pendeu para o lado português e os historiadores consideram que o episódio foi o passo decisivo e a última etapa para o nascimento de Portugal, já que valeu a D. Afonso Henriques as boas graças da Igreja e antecedeu a celebração do Tratado de Zamora em 1143.

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