Realizou-se esta manhã na Ponte Internacional da Amizade, em Vila Nova de Cerveira, um acto simbólico de união das populações e autarquias das margens do Rio Minho. Empunhando cartazes e ao som de concertinas e gaitas de foles, mais de duas centenas de pessoas manifestaram-se contra o projecto de mineração que o Estado Português pretende implementar na Serra d’Arga e que, a avançar, poderá colocar em risco o desenvolvimento sustentável e o futuro de toda esta região.
A iniciativa foi co-organizada pelo Movimento SOS Serra d’Arga e pelos galegos ANABAM (Asociación Naturalista do Baixo Miño), Centro Social Fuscallo e A Jalleira (Asociación Forestal e de Educación Ambiental), com o apoio das autarquias de Vila Nova de Cerveira e Tomiño, que se fez representar.
Do concelho de Caminha também marcaram presença, além de alguns populares, os presidentes das Juntas de Freguesias de Vila Praia de Âncora, Carlos Castro, e de Dem, Clemente Pires, e a vereadora do PSD na Câmara de Caminha, Liliana Silva.
Em declarações aos jornalistas, Carlos Seixas, do Movimento SOS Serra d’Arga, considerou “o momento absolutamente maravilhoso” vivido na manhã deste sábado sobre o Minho. “É o simbolismo da união de dois povos que partilham um património e um território, que têm em comum um rio importantíssimo para toda a região”, comentou, referindo que “com esta parceria de população e autarquias, tanto de um lado como do outro, creio que definitivamente têm de nos ouvir”.







