Operação Éter: PSD diz que está na hora de Miguel Alves assumir os seus atos

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A propósito da constituição como arguido no âmbito da chamada operação ÉTER do Presidente da Câmara de Caminha, Miguel Alves, a concelhia do PSD, através de comunicado, veio a público acusar  o autarca caminhense de não assumir responsabilidades, e de levantar suspeitas sobre a anterior presidente da Câmara, Júlia Paula Costa. Uma posição que foi também subscrita pelos vereadores do PSD na Câmara de Caminha.

Em declarações à Rádio Caminha, a vereadora social democrata, Liliana Silva, lamentou que uma vez mais o presidente da Câmara se escude no passado para justificar os seus atos.

Apesar do processo remontar a 2010, no tempo em que era presidente da Câmara Júlia Paula Costa, a vereadora diz que o que está em causa é quem negociou à posteriori.

Confrontada com as declarações de Miguel Alves em que este afirma a sua convicção que nem os atuais nem os ex-autarcas cometeram qualquer ato ilícito, Liliana Silva diz não ter dúvidas disso quanto aos autarcas do passado. Quanto aos atuais diz que cabe à justiça apurar isso.

Liliana silva a acusar Miguel Alves de não assumir as suas responsabilidades.

 

COMUNICADO DA CONCELHIA DO PSD:

“O Sr. Luís Miguel Mendonça Alves, Presidente de Câmara Municipal de Caminha, eleito em representação do Partido Socialista, foi de acordo com o noticiado no Jornal Público e à semelhança de outros autarcas, constituído arguido no âmbito do processo designado Operação Éter, porquanto sobre ele penderá a suspeita da prática de crimes no exercício de funções.

O Sr. Luís Miguel Mendonça Alves confrontado pelos meios de comunicação social com o facto de ter celebrado, por ajuste directo, em agosto de 2014, um ano após tomar posse enquanto Presidente de Câmara, um contrato no valor de €43.222,00 com a empresa envolvida nas investigações da “Operação Éter”, veio nesse mesmo jornal lançar suspeitas sobre a sua antecessora eleita pelo Partido Social Democrata dos factos que sobre si impendem, com o propósito determinado de se furtar às suas eventuais responsabilidades, bem como denegrir a imagem de quem não se encontra envolvido em tal processo judicial.

Ora, tal acto, que reputamos como desonesto, cobarde e vil, é inaceitável e representa da parte do Sr. Luís Miguel uma total falta de respeito pelo direito, para além de não se coadunar com o seu exercício de funções no estado.

Está na hora de começar a assumir a responsabilidade dos seus actos !”

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