Caminha: Retirada de estacionamento na Rua de São João e Terreiro divide comerciantes

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Tal como estava anunciado, o Salão Nobre dos Bombeiros Voluntários de Caminha recebeu ontem à noite uma sessão de apresentação publica do Plano Estratégico de Reabilitação Urbana do Centro Histórico de Caminha, documento que se encontra em consulta pública até ao final do mês de novembro.

Em causa estão intervenções em diversas ruas e largos do centro histórico de Caminha, nomeadamente Rua Direita, Travessa do Tribunal, Rua de São João, Largo do Turismo e Largo Fetal Carneiro.

Os projetos, que estão a ser desenvolvidos pelos técnicos da Câmara de Caminha, apresentam soluções com vista a melhorar aquelas zonas ao nível das infraestruturas e dos pisos, por forma a transformar aquela zona nobre da vila num local mais aprazível e que possa ser usufruído pelas pessoas.

O Plano Estratégico do Centro Histórico de Caminha, que vai permitir investir perto de um milhão de euros, tem uma vigência de 15 anos podendo ser reavaliado de 5 em 5 anos.

A sessão de ontem reuniu no Salão Nobre dos Bombeiros de Caminha um número significativo de pessoas, na sua maioria comerciantes da Rua de São João e do Terreiro que ali foram esclarecer algumas dúvidas e manifestar a sua preocupação em relação à retirada do estacionamento que este plano estratégico prevê para o Terreiro e Rua de São João.

As opiniões dividiram-se com alguns comerciantes a defenderem que o estacionamento não deveria ser retirado na sua totalidade, mas sim limitado ou pago. Alguns deram como exemplo a Rua da Corredoura onde o estacionamento foi abolido levando ao desaparecimento de quase todo o comércio que ali existia.

Mas também houve quem defendesse a proposta apresentada pela Câmara, considerando que sem estacionamento tanto o comércio da Rua de São João como o do Terreiro, só têm a ganhar.

Apesar desta divisão relativamente ao estacionamento, os presentes congratularam-se com o anúncio deste Plano de Reabilitação Urbana do Centro Histórico de Caminha, referindo mesmo que há muito que a vila ansiava por uma intervenção naquela zona nobre que neste momento se apresenta bastante degradada e pouco convidativa.

No final do encontro Miguel Alves, presidente da Câmara de Caminha, mostrou-se satisfeito com o debate e lembrou que neste momento ainda nada é definitivo, apesar de defender que a vila tem a ganhar com as soluções apresentadas nos projetos.

O presidente da Câmara destacou ainda a possibilidade de investimento privado que este plano vai permitir.

No próximo dia 27 será a vez de dar a conhecer o Plano Estratégico para a zona da Sandia em Vila Praia de Âncora. A sessão terá lugar pelas 18.00 na casa do Benfica.

Recorde-se que, o município viu aprovada uma candidatura para reabilitação urbana do Centro Histórico de Caminha e da zona da Sandia, em Vila Praia de Âncora, estando assegurado um apoio comunitário de 1,5 milhões de euros.

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