Em 29 Outubro, 2019 Por Em Política

Vereadores do PSD Caminha alertam para um Município sem rumo

A propósito do Plano de atividades e Orçamento para 2020, aprovado ontem em reunião de Câmara, os vereadores do PSD emitiram uma nota de imprensa onde tecem duras criticas ao documento aprovado pela maioria socialista mas que mereceu os votos contra dos vereadores sociais democrtas.

Para a bancada do PSD, “o Orçamento serve para fazer jogo político e não se adapta à realidade económica e social do concelho.

Foi, ontem, a aprovação em reunião de Câmara o documento de Grandes Opções do Plano e Orçamento, cuja nota enquadradora, subscrita pelo sr. Presidente, inicia com uma frase paradigmática da gestão atual “Este documento segue a linha de rigor, contenção e adequação à realidade de exercícios anteriores”.

Ora, se se pensar que os anteriores exercícios financeiros consubstanciaram-se em prejuízos de milhões de euros, e levaram o Município de Caminha ao caos logo se percebe que não existe rigor nem qualquer contenção, também neste documento.

Neste orçamento existe a manutenção da despesa corrente avultada, não estão contempladas as dívidas do Município , nem os dois empréstimos que irão pedir para tentarem fazer face ao estado de falência em que se encontra atualmente a Câmara Municipal de Caminha.

Os vereadores do PSD consideram que só por estes motivos, que tornam este documento irrealista, já se teria mais do que razões para votar contra, mas existem outras.

Alerta-se para o facto deste executivo, para cumprir promessas eleitorais, ter aumentado em mais de 45 pessoas o quadro de pessoal. Algumas pessoas e funções são de facto necessárias, no entanto existem muitas funções que não fariam falta.

Um Município como o de Caminha conta, por exemplo e para que se perceba do que se fala, com dois arqueólogos. Um deles entrou atualmente, como muitos outros técnicos superiores, para os quadros da Câmara , ao abrigo do PREVPAP, depois de ter sido escolhido pelo atual executivo para prestador de serviços.

Os vereadores no âmbito das suas funções alertaram, também, desde 2014 para a probabilidade de sérias dificuldades financeiras, que se vieram a verificar, após 6 anos numa falência financeira, quando o sr. Presidente da Câmara decidiu reduzir a receita do IRS, do IMI e da fatura da água e com isso terão perdido verbas que permitiriam o equilíbrio financeiro das contas públicas.

Agora, por via destas más decisões são, agora, os caminhenses chamados a pagar os devaneios políticos. As pessoas agora pagam o IMI a dobrar, retêm mais IRS em favor do Município e terão de pagar faturas de água e recolha de resíduos sólidos avultadíssimas.

E, atenção, os caminhenses já foram avisados de que a fatura da água ainda irá aumentar mais.

Outra nota exemplificativa e justificativa para o voto contra este orçamento é a constatação de que não existe estratégia nem preocupação para e com o concelho.

Mantêm, mesmo em estado de falência, uma verba avultada para assessorias e festas em contralinha com a proposta de redução de verbas na área da limpeza urbana, alegando que esse factor não corresponderá a menor cuidado.

Não se entende como se reduz mais na limpeza urbana, uma vez que o concelho está num estado de falta de limpeza preocupante e que envergonha a todos.

Também se lamenta o fraco ou quase nulo investimento no sector social.

Quem mais precisa continuará a não ter apoios dignos de uma autarquia que se diz amiga das famílias.

Um Município sem rumo, nem ideias, que pretende somente com este orçamento fazer jogo político, não se adaptando à realidade económica e social do concelho.

Caminha continuará, à luz deste orçamento vazio e irreal, sem rumo nem mudança de paradigma.

 

Acerca de

Cidália Aldeia

Chefe de Redação