Em 29 Abril, 2019 Por Em Caminha, Política

“Nem Lisboa, nem Bruxelas, nem Viana do Castelo”- Miguel Alves continuará em Caminha se os caminhenses o entenderem

Não o disse com todas as letras mas foi suficientemente claro. Miguel Alves será candidato a um terceiro mandato e está disponível para, em 2021, permanecer mais 4 anos à frente do executivo de Caminha, se os caminhenses assim o entenderem.

“Nem Lisboa, nem Bruxelas, nem Viana do Castelo”, foi desta forma que o autarca pôs fim às especulações que ultimamente o têm dado como candidato às eleições europeias, legislativas e até autárquicas, mas como possível candidato à Câmara de Viana.

Miguel Alves está disponível sim, mas para continuar em Caminha disse-o na última assembleia municipal realizada na passada sexta-feira, e na qual foram discutidas e aprovadas as contas relativas ao exercício de 2018.

Miguel Alves reiterou a difícil e débil situação financeira em que se encontra a Câmara de Caminha, com um saldo negativo de 1,5 milhões de euros. O presidente da Câmara sabe que tem pela frente um trabalho muito complicado para equilibrar as contas e os próximos tempos não serão fáceis para os caminhenses que vão ver os impostos e a fatura da água disparar, mas Miguel Alves não quer esconder nada e garante que não tem duas caras.

O presidente do executivo responsabiliza o anterior executivo pela débil situação financeira a que chegou a Câmara de Caminha, e acusa o PSD de durante anos ter andado a maquilhar as contas para fazer parecer que tudo estava bem.

O autarca lembrou ainda as muitas receitas extraordinárias a que o executivo anterior recorreu para maquilhar as contas, algo que o executivo que lidera não faz.

Para o PSD, o saldo negativo de 1,5 milhões de euros apresentado pelo executivo era expetável, como referiu o deputado social democrata Pedro Casal.

Celestino Ribeiro, deputado da CDU, culpou os sucessivos executivos PSD e PS pela calamitosa situação financeira a que chegou o município de Caminha.

As contas relativas ao exercício de 2018 foram aprovadas com os votos contra dos deputados do PSD.

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Cidália Aldeia

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