Em 28 Março, 2019 Por Em País, Viana do Castelo

Deputada Liliana Silva alerta tutela para a inconcebível falta de pediatras nas urgências da ULSAM no período noturno

Deputada Liliana Silva coloca em cima da mesa a temática da saúde no distrito à Ministra da tutela, Marta Temido, preocupada com situações que considera “ não dignificam em nada um distrito da grandeza do nosso”.
A Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) dá resposta a um distrito inteiro que, traduzido em população significa um serviço de saúde central para mais de 240 mil habitantes.

Esta unidade está situada num território que se carateriza por uma dispersão geográfica lata o que dificulta, principalmente, a sua gestão. Contudo, apesar disso, Liliana Silva é perentória a afirmar” não podemos aceitar que existam cidadãos de primeira e outros de segunda”.

A deputada indica diversos problemas relacionados com a área da saúde à tutela que considera “ são assuntos diversos e transversais, afetando diversas Unidades de Saúde, classes profissionais e, consequentemente, diversas comunidades populacionais.”

Segundo a mesma “a população do distrito de Viana do Castelo tem direito ao acesso à Saúde com dignidade, qualidade e celeridade” e aponta vários problemas pedindo a sua resolução urgente
Liliana Silva coloca o dedo na ferida e aponta várias fragilidades que considera graves, nomeadamente:
– As duas Unidades de Saúde Familiar do distrito progrediram para o Modelo B, com direito a inauguração, e não passaram a ser financiadas como tal.
– As Unidades de Cuidados na Continuados e Unidades de Cuidados Paliativos continuem com falta de profissionais.
– Na maior parte dos serviços da ULSAM, a falta de dotações seguras de recursos humanos, apresentam, no início de cada mês, escalas mensais de trabalho incompletas, sem salvaguardar os rácios mínimos, ou optando por elaboração de escalas com horas extraordinárias programadas.
– O Hospital de Viana do Castelo tem apenas um Pediatra a dar resposta, no período noturno, a uma sala de emergência e a uma Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais, o que é manifestamente insuficiente para uma população de mais de 240 mil pessoas.

De todas as matérias de manifesta insuficiência salientadas, a deputada refere que “ tendo conhecimento de que não havia pediatra afeto a 100% no período da noite ao serviço de urgência, não me poderia calar e cruzar os braços. Não podemos aceitar que as contingências orçamentais retirem e cortem onde mais dói, ou seja, na saúde infantil. É de elementar justiça exigir mais para o bem-estar das nossas crianças. Não ponho em causa o profissionalismo de outras especialidades, mas para tratar de crianças queremos e temos direito a pediatras, ou então estamos a privar as próprias crianças do distrito de Viana do castelo, ao direito ao acesso à igualdade de condições de tratamento de saúde que têm outras crianças do nosso País”.

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Rui Lopes