Em 26 Novembro, 2019 Por Em Vila Nova de Cerveira

Bienal de Cerveira convida público a revisitar a sua Coleção

A Coleção da Fundação Bienal de Arte de Cerveira volta a estar patente ao público, no Museu Bienal de Cerveira, na mostra “Ainda a Coleção e os seus Artistas”. Mas esta é apenas uma das exposições que inaugura no próximo sábado. “Do outro lado” dá a conhecer o resultado da residência artística dos brasileiros Jayme Reis e Zélia Mendonça.

A exposição da Coleção Museu Bienal de Cerveira pode ser revisitada a partir do dia 30 de novembro (sábado), através de uma seleção de cerca de 40 artistas, dos curadores Cabral Pinto e Helena Mendes Pereira. Propõe-se, assim, uma reaproximação histórica e física ao panorama artístico português e internacional, que é também reflexo da própria evolução da arte contemporânea.

“Do outro lado”, por sua vez, convida o público a conhecer o resultado de um mês de residência artística, realizado na Casa do Artista Jaime Isidoro pelos brasileiros Jayme Reis e Zélia Mendonça.

Segundo Zélia Mendonça, a sua exposição “Tramas” propõe uma reflexão sobre o colonialismo com enfoque nos ciclos económicos do Brasil Império e os seus desdobramentos na República Brasileira e contemporaneidade. “Aborda elementos tanto de miscigenação quanto de exploração, num enredo que tem como palco principal a Amazónia e outras regiões do país que sofreram com a chegada dos europeus”, explica a artista.

Já o trabalho de Jayme Reis, apresenta linoleogravuras, desenhos e manipulação fotográfica a partir da temática “Um dia na vida de Diogo Cão”. Segundo o artista, os seus trabalhos “nascem do desenho diletante de guardanapos na mesa do café ou do bar. Nascem em anotações em blocos de viagem, nascem sem compromisso algum, até mesmo de se transformarem um dia em xilogravuras ou linoleogravuras, que é a técnica que me interessa em se tratando de imagens seriadas”. A curadoria é de Helena Mendes Pereira.

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Cidália Aldeia

Chefe de Redação