Em 5 Dezembro, 2017 Por Em Cultura, Viana do Castelo

Benjamin Clementine em Viana a 26 de Março de 2018

Benjamin Clementine vem a Portugal para três datas no inicio da primavera, começando a digressão em Viana do Castelo, no Centro Cultural, no próximo dia 26 de Março com inicio previsto para as 22h.

“A primeira vez que toquei cá estava tudo esgotado, claro que fiquei chocado. Agora começo a acreditar que talvez tenha encontrado as pessoas que há muito procurava. Adorava poder vir para aqui viver. Sinto aqui o que desejo que aconteça em todos os sítios onde vou tocar, mas nem sempre acontece. Tenho muita sorte. Muita sorte em ser compreendido pelo povo português.”
Expresso

Benjamin Clementine idealizou um álbum como peça completa, uma obra que só pode ser verdadeiramente apreciada quando ouvida em sequência, sem pausas, sem a retalhar em canções isoladas. Conseguiu essa obra.
Público

“I Tell A Fly” foi concebido, em primeira instância, enquanto peça de teatro, mas acabou por transformar-se no segundo longa-duração de Benjamin Clementine. Agora, em palco, Benjamin Clementine dá voz e corpo a todas as dimensões que imaginou para a sua obra, em que o dramaturgo encontra o músico e compositor. Portugal será contemplado com três espectáculos desta digressão em 2018: 26 de Março, no Centro Cultural de Viana do Castelo, 27 de Março, no Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz, e dia 29 de Março, no Campo Pequeno, em Lisboa. Os bilhetes serão colocados à venda sexta-feira, 08 de Dezembro, nos locais habituais.

Vencedor do Mercury Prize em 2015, Benjamin Clementine é aclamado como o talento da sua geração, representando, na contemporaneidade, a herança artística de génios como Nina Simone, Brel ou Edith Piaf. “I Tell A Fly” traz uma nova reflexão; enquanto o primeiro trabalho se debruçava sobre a intimidade e a sua experiência de vida, este novo disco projecta-se no mundo e na visão de Clementine sobre ele. O conceito nasceu com a chegada do artista aos EUA, onde os serviços de emigração lhe concederam um visto que o classificara como “alien de capacidades extraordinárias”. Após estranhar, Benjamin tomou inspiração para compor um álbum sobre temas actuais como o Brexit ou o drama dos refugiados.

O público português reencontra-se com Benjamin Clementine no início de 2018. Em Agosto, aquando da sua última visita a Portugal, e ainda sem o disco editado, Benjamin dizia sobre o nosso país: “A primeira vez que toquei cá estava tudo esgotado, claro que fiquei chocado. Agora começo a acreditar que talvez tenha encontrado as pessoas que há muito procurava. Adorava poder vir para aqui viver. Sinto aqui o que desejo que aconteça em todos os sítios onde vou tocar, mas nem sempre acontece. Tenho muita sorte. Muita sorte em ser compreendido pelo povo português.”

É tempo de nos prepararmos para receber, uma vez mais, de braços abertos, Benjamin Clementine.

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Miguel Estima